14:18 02 Dezembro 2020
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    O desmatamento da Floresta Amazônica do Brasil foi pior do que o relatado anteriormente em 2019, mostraram dados revisados ​​do governo na terça-feira (9).

    O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou 10.129 km quadrados de desmatamento para seu período anual de referência de agosto de 2018 a julho de 2019. Essa é uma área do tamanho do Líbano e um aumento de 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    A revisão é superior ao relatório inicial do INPE de 9.762 km quadrados de floresta destruída durante esse período, um aumento de 29,5%.

    Os dados de 2019 continuam sendo o nível mais alto de desmatamento observado na Amazônia brasileira desde 2008, um nível que já havia atingido antes da revisão. O INPE geralmente revisa os dados todos os anos para verificar a precisão como uma prática padrão.

    Defensores do meio ambiente e pesquisadores científicos culpam as políticas de Bolsonaro por encorajar madeireiros, fazendeiros e especuladores de terras ilegais a derrubar a floresta.

    Manifestante fantasiado como Jair Bolsonaro participa de ato em defesa da Amazônia, no Rio de Janeiro
    © AP Photo / Silvia Izquierdo
    Manifestante fantasiado como Jair Bolsonaro participa de ato em defesa da Amazônia, no Rio de Janeiro

    Bolsonaro exortou o desenvolvimento da Amazônia, incluindo áreas protegidas, como uma maneira de tirar da pobreza os moradores da região.

    O Brasil abriga cerca de 60% da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo. A proteção dela é vital para conter as mudanças climáticas, dizem os cientistas, devido à grande quantidade de dióxido de carbono que absorve.

    Os dados revisados ​​são baseados em um sistema chamado PRODES, que é divulgado apenas uma vez por ano, o que é mais preciso do que os dados mensais relatados usando um sistema rápido conhecido como DETER.

    Dados mensais mostram que o desmatamento continua a piorar em 2020, aumentando 55% entre janeiro e abril, em comparação com o mesmo período de 2019.

    Bolsonaro enviou as Forças Armadas para combater o crescente desmatamento em maio, usando um decreto que termina nesta quarta-feira (10), mas que oficiais dizem que esperam ser renovados por mais 30 dias.

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    Tags:
    madeireiros, queimadas, meio ambiente, Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), aquecimento global, desmatamento, Jair Bolsonaro, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Floresta Amazônica, Amazônia, Brasil
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