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    Brasil enfrenta COVID-19 no início de junho (52)
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    O presidente Jair Bolsonaro divulgou neste sábado (6) nota do Ministério da Saúde confirmando que os boletins da pasta só contabilizarão os mortos pela COVID-19 registrados nas últimas 24 horas

    Além disso, os informes passarão a ser anunciados somente às 22h. O novo modelo começou a ser aplicado já na noite de sexta-feira (5). Na gestão de Luiz Henrique Mandetta e de Nelson Teich à frente do ministério os boletins eram divulgados mais cedo. 

    ​Na sexta-feira (5), questionado por jornalistas sobre a demora na liberação dos dados, Bolsonaro respondeu: "Acabou matéria do Jornal Nacional". O telejornal é exibido às 20h30, portanto não conseguirá mais divulgar os números atualizados da doença. 

    "A divulgação dos dados de 24 horas permite acompanhar a realidade do país neste momento e definir estratégias adequadas para o atendimento a população. A curva de casos mostram as situações como as cenários mais críticos, as reversões de quadros e a necessidade para preparação", diz a nota citada pelo presidente neste sábado (6).

    O governo mantém site para apresentar as estatísticas sobre a evolução do novo coronavírus no país, mas até a tarde de sábado (6) a página se encontrava fora do ar, com aviso que diz "portal em manutenção". 

    "Ao acumular dados, além de não indicar que a maior parcela já não está com a doença, não retratam o momento do país. Outras ações estão em curso para melhorar a notificação dos casos e confirmação diagnóstica", continua a nota do ministério. 

    'Fantasiosos e manipulados'

    Em entrevista publicada na sexta-feira (5) para a coluna de Bela Megale, de O Globo, Carlos Wizard, que embora ainda não tenha assumido a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, já despacha na pasta, disse que os dados atuais da doença seriam "fantasiosos e manipulados". 

    Ele afirmou ainda que o total de óbitos seria revisto, embora não tenha explicado como. 

    "Tinha muita gente morrendo por outras causas e os gestores públicos, puramente por interesse de ter um orçamento maior nos seus municípios, nos seus estados, colocavam todo mundo como COVID[-19]. Estamos revendo esses óbitos" afirmou.

    'Não vamos desenterrar mortos'

    No entanto, em entrevista para a Folha de S.Paulo publicada neste sábado (6), Wizard negou que haveria uma recontagem de mortos pela COVID-19, mas disse que os critérios para contabilizar os óbitos seriam modificados. 

    "Vamos rever os critérios com que estão sendo contabilizados os dados. Não é rever o passado, não vamos desenterrar mortos", disse. 

    O Brasil registra até o momento 645.771 casos da COVID-19 e 35.026 mortes, só atrás de Estados Unidos e Reino Unido em número de óbitos. 

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    Tags:
    Ministério da Saúde, doença, saúde, governo, epidemia, pandemia, novo coronavírus, COVID-19, Jair Bolsonaro
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