12:36 02 Julho 2020
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    A fabricante brasileira de aviões Embraer revelou nesta segunda-feira (1º) que perdeu US$ 292 milhões (R$ 1,566 bilhão) no primeiro trimestre de 2020, seis vezes mais que no mesmo período do ano passado.

    A empresa foi afetada por uma queda nos negócios devido à pandemia do novo coronavírus, mas também pelas despesas decorrentes de uma proposta de aquisição pela rival americana Boeing, que em abril retirou o acordo de US$ 4,2 bilhões (R$ 22,52 bilhões).

    A Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do mundo, depois dos europeus da Airbus e dos estadunidenses Boeing, mas já havia perdido US$ 322 milhões (R$ 1,7 bilhão) em 2019, incluindo US$ 210 milhões (R$ 1,1 bilhão) no último trimestre.

    De janeiro a março, a Embraer entregou cinco jatos comerciais e nove executivos, bem abaixo dos 22 no total em relação ao mesmo período de 2019.

    O líder de vendas Embraer Phenom 300 durante vôo nos alpes franceses
    O líder de vendas Embraer Phenom 300 durante vôo nos alpes franceses

    Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (1º), a Embraer disse que colocou a maioria de seus funcionários no Brasil em licença remunerada devido à pandemia do novo coronavírus.

    Apesar do anúncio, as ações da Embraer subiram 2% na Bolsa de Valores de São Paulo ao meio-dia.

    Todo o setor aéreo estava em ascensão após dois meses de perdas catastróficas devido ao surto de vírus.

    As ações da Embraer já perderam 60% de seu valor este ano, situação exacerbada pela queda da Boeing.

    As ações caíram brevemente 15% depois que a Boeing desistiu do acordo, "injustamente", segundo a Embraer. Apesar disso, especialistas afirmam que a companhia brasileira agora está no radar de outras empresas de países como China, Índia e Rússia.

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, prejuízos, Bolsa de Valores, aviação comercial, aviação civil, aviação, Boeing, Embraer, Rússia, Índia, China, Estados Unidos, Brasil
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