13:38 02 Julho 2020
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    Neste domingo (31), pelo menos três capitais brasileiras registraram atos a favor da democracia e contra o governo do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as manifestações foram reprimidas pela polícia e houve confrontos.

    Em São Paulo, centenas de manifestantes participaram do ato na Avenida Paulista. A manifestação foi convocada por torcidas antifascistas de futebol e liderada pela Gaviões da Fiel, do Corinthians. 

    ​Ao final da manifestação, houve cenas de violência e confronto com repressão policial. Pelo menos três pessoas foram detidas.

    Manifestantes contra o presidente brasileiro Jair Bolsonaro em meio ao gás lacrimogênio lançado pela Polícia Militar, em São Paulo, em 31 de maio de 2020, durante manifestação pela democracia.
    © REUTERS / Rahel Patrasso
    Manifestantes contra o presidente brasileiro Jair Bolsonaro em meio ao gás lacrimogênio lançado pela Polícia Militar, em São Paulo, em 31 de maio de 2020, durante manifestação pela democracia.

    ​Um grupo de manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro também esteve presente na região e foi isolado pela polícia militar. Uma manifestante bolsonarista chegou a ser escoltada por policiais após surgir com um taco de beisebol entre os manifestantes contra o governo Bolsonaro.

    ​​No Rio de Janeiro, uma torcida organizada do Flamengo também realizou um ato pela democracia no bairro de Copacabana. Assim como em São Paulo, a manifestação foi dispersada pela polícia com uso de bombas de efeito moral. Manifestantes pró-Bolsonaro também estavam na região e foram isolados por policiais a fim de evitar confrontos.

    ​Em Belo Horizonte, Minas Gerais, manifestantes também foram às ruas convocados por torcidas organizadas, a favor da democracia e contra o governo Bolsonaro.

    Manifestação no Rio de Janeiro pede fim da violência policial

    Outra manifestação ocorreu neste domingo (31) em frente à sede do governo estadual do Rio de Janeiro contra a crescente violência policial no estado. Os manifestantes se organizaram para levar em conta medidas de distanciamento social e uso de máscaras.

    Manifestantes contra o racismo e operação policiais em favelas durante a pandemia da COVID-19 em frente ao Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, em 31 de maio de 2020.
    © REUTERS / Pilar Olivares
    Manifestantes contra o racismo e operação policiais em favelas durante a pandemia da COVID-19 em frente ao Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, em 31 de maio de 2020.

    A manifestação denuncia o aumento da violência policial nas regiões mais pobres da cidade em meio à pandemia da COVID-19. Em abril, mesmo durante a quarentena contra o novo coronavírus, houve recorde das chamadas "mortes por intervenção de agente do Estado", as mortes de civis causadas pela polícia.

    Neilton Pinto chora durante o funeral de seu filho, João Pedro Pinto, de 14 anos. De acordo com testemunhas, o adolescente foi baleado durante operação policial contra traficantes em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Neilton Pinto chora durante o funeral de seu filho, João Pedro Pinto, de 14 anos. De acordo com testemunhas, o adolescente foi baleado durante operação policial contra traficantes em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

    Ao longo do mês de abril, o primeiro mês completo sob quarentena, foram 177 mortes causadas pela polícia no estado, segundo os dados do Instituto de Segurança Pública de Rio de Janeiro. Como resultado, esse foi o mês de abril com mais mortes desde o início da série histórica, em 2003.

    O mês de abril de 2020 também foi o segundo com mais mortes causadas pela polícia na história do Rio de Janeiro, atrás apenas de julho de 2019, quando foram mortas 195 pessoas pela polícia.

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    Tags:
    COVID-19, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Jair Bolsonaro
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