09:58 15 Julho 2020
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    Fabricantes de aeronaves estão sondando a companhia brasileira Embraer semanas depois que a estadunidense Boeing abandonou os planos para uma união histórica da aviação comercial, informaram à mídia pessoas familiarizadas com o assunto.

    A Boeing interrompeu os planos de comprar 80% da unidade comercial da Embraer em abril, encerrando uma mudança planejada no ramo dos jatos regionais, em um movimento semelhante ao feito pela Airbus em 2018, ao comprar a mesmo setor da canadense Bombardier.

    A fabricante de aviões estatal chinesa COMAC manifestou interesse informal em cooperação com a terceira maior fabricante de jatos do mundo, revelaram duas fontes à agência Reuters. A companhia russa de aeronaves Irkut também explorou a questão, disseram outros dois, apesar de a empresa negar qualquer interesse atual.

    A Índia, outra potência aeroespacial em ascensão focada principalmente na defesa, mas com um enorme mercado civil, transmitiu informalmente interesse ao nível do governo enquanto estudava o assunto, destacaram outras fontes.

    Isso coloca o destino da Embraer no centro do chamado grupo de nações BRICS, com cada uma das estratégias aeroespaciais aprimoradas, à medida que a Airbus e a Boeing enfrentam a crise do novo coronavírus.

    Nenhuma das partes citadas admitiu interesse na negociação, tampouco quis tecer comentários.

    Concorrência com Boeing e Airbus

    Tanto a COMAC quanto a Irkut estão desenvolvendo aeronaves para competir diretamente com a Airbus e a Boeing no movimentado mercado de 150 assentos. Os planos da China são considerados os mais avançados.

    O primeiro avião de passageiros chinês C919
    © REUTERS / Stringer
    O primeiro avião de passageiros chinês C919

    Um acordo com a Embraer acrescentaria recursos de engenharia e suporte global, mas também entraria em conflito com jatos regionais menores e comercialmente menos bem-sucedidos desenvolvidos pelos dois países.

    Uma fonte da indústria russa disse que a principal controladora do Irkut, a Rostec, está se concentrando no MS-21 existente, projetado para competir com as aeronaves regionais da Airbus e Boeing, e o Superjet.

    Embora tenha investido pesadamente em peças e manutenção, a Índia é o pretendente menos visível no setor aeroespacial comercial, com nenhum projeto ativo além de um jato de 14 lugares chamado SARAS.

    Mas a Índia tem um requisito potencial para o desenvolvimento de um jato regional de 80 a 90 lugares - uma categoria ocupada pela Embraer - para o projeto UDAN, assinado pelo primeiro-ministro Narendra Modi, para expandir os serviços aéreos para pequenas cidades.

    A Embraer também é vista como uma chance única de reequilibrar as ambições aeroespaciais da Índia contra a rival estratégica China.

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    Tags:
    economia, BRICS, aviação comercial, aviação civil, aviação, Irkut, COMAC, Airbus, Bombardier, Boeing, Embraer, Índia, China, Rússia, Brasil
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