13:06 12 Agosto 2020
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    Brasil luta com pandemia em meados de maio (78)
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    O prefeito da maior cidade da Floresta Amazônica afirmou que a pandemia do novo coronavírus está matando indígenas e alertou para um "genocídio" se o governo do presidente Jair Bolsonaro não proteger tribos vulneráveis.

    Até o momento, 25 indígenas morreram na floresta tropical enquanto o surto penetra lentamente em aldeias remotas, mas mais de 100 foram mortos pelo vírus em áreas urbanas, informaram autoridades de saúde e grupos indígenas.

    "Eu tenho medo de um genocídio", disse Arthur Virgilio Neto, prefeito de Manaus, cidade de dois milhões de habitantes e capital do Amazonas, em um vídeo postado na mídia social na terça-feira (19).

    O prefeito explicou que o governo Bolsonaro não estava preocupado com a situação dos povos indígenas e não fez nada para salvar vidas ameaçadas pelo surto.

    "É um crime contra a humanidade o que eles estão fazendo aqui no meu estado do Amazonas, na minha região", prosseguiu.

    O gabinete de Bolsonaro não respondeu aos pedidos de comentário.

    Os cuidados com a saúde dos povos indígenas são de responsabilidade do Ministério da Saúde e de seu serviço de saúde indígena Sesai, que não trata membros de uma tribo que migraram para longe de suas terras ancestrais.

    Especialistas em saúde dizem que o surto que começou nas cidades agora está se espalhando para áreas isoladas, onde a população não tem acesso a cuidados intensivos de saúde.

    Autoridades da Organização Pan-Americana da Saúde declararam em uma entrevista virtual na terça-feira (19) que estavam particularmente preocupadas com o contágio na região da fronteira da Amazônia entre Colômbia, Peru e Brasil.

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    Tags:
    saúde, povos indígenas, novo coronavírus, COVID-19, Jair Bolsonaro, genocídio, Ministério da Saúde, índios, índio, Manaus, Floresta Amazônica, Amazônia, Amazonas, Brasil
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