00:00 21 Outubro 2020
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    Os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus para a economia e para empresas concessionárias do setor de infraestrutura não servirão de "tábua de salvação" para inadimplentes, segundo ministro da Infraestrutura.

    A afirmação foi feita nesta terça-feira (5) pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante debate virtual promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

    Para a autoridade, pandemia não servirá de desculpa para inadimplentes.

    "Pandemia é uma situação de força maior, mas não será a tábua de salvação das empresas que já estavam em vias de perder a concessão por estarem extremamente inadimplentes, com problemas para executar os contratos. Vamos verificar, caso a caso, cada situação de reequilíbrio econômico e financeiro. Já temos o ferramental para fazer esse reequilíbrio e estávamos atentos às concessionárias que já estavam em situação de inadimplência, doentes antes mesmo da pandemia", disse Gomes de Freitas, citado pela Agência Brasil.

    Para Freitas, diferentes setores do poder público devem atuar de forma conjunta de modo a criar um ambiente favorável para a retomada de negócios e investimentos. O ministro afirmou que o país precisa ser rápido no sentido de restabelecer um ambiente seguro para investimentos.

    "Vamos concorrer com projetos do mundo inteiro. Todos países estão fazendo esforços para captar investimentos. A liquidez está lá e temos de atuar para captar esses investimentos", ponderou ele.

    Freitas destacou a relevância do Plano Pró-Brasil para integrar e aprimorar ações estratégicas para recuperação e retomada do crescimento.

    "Ele tem de engajar várias partes em uma grande coalizão, tendo como vertente o ambiente de negócio e a segurança jurídica, para trazer o investidor para cá. Esse plano tem de ser uma coisa de todos os poderes. Havendo esse engajamento, seremos bem-sucedidos", acrescentou.

    O ministro defendeu que o cronograma de concessões e projetos sejam mantidos. Para ele, isso será possível por meio de um diálogo eficiente, abrangendo governo e órgãos de controle.

    "Mas se faltar velocidade vamos perder essa guerra global, e a liquidez vai para outro lugar, que não nossos projetos. Temos de ser rápidos para restabelecer o ambiente", complementou o ministro.

    Para o ministro, investimentos privados em concessões de infraestrutura de saneamento são fundamentais para a retomada da atividade econômica. Freitas disse prever "uma explosão de investimentos nesse setor que tanto interesse desperta na iniciativa privada".

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    Tags:
    saneamento, privatizações, infraestrutura, inadimplência, Brasil
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