10:57 03 Dezembro 2020
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    O delegado Rolando Alexandre de Souza foi o escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o cargo novo diretor-geral da Polícia Federal (PF). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (4).

    A nomeação acontece cinco dias após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a nomeação feita anteriormente pelo presidente, do também delegado Alexandre Ramagem para dirigir a PF.

    Chefe da segurança de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, Ramagem é amigo próximo dos filhos do presidente e era o nome favorito para assumir o cargo. Por não aceitá-lo para a PF, o agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, deixou o cargo.

    A denúncia de Moro de que Bolsonaro tentou interferir na PF motivou a decisão de Moraes de barrar a nomeação de Ramagem. A decisão irritou o presidente, que atacou o ministro, incluindo durante um ato contra o STF que ele prestigiou em Brasília no último domingo.

    O presidente Jair Bolsonaro na posse de Alexandre Ramagem como diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 11 de julho de 2019
    © REUTERS / Adriano Machado
    O presidente Jair Bolsonaro na posse de Alexandre Ramagem como diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 11 de julho de 2019

    A direção da PF estava vaga desde a demissão de Mauricio Valeixo, que ocupava o cargo desde o início do governo Bolsonaro, indicado por ser nome de confiança de Moro.

    Delegado da PF, Souza assume o mais alto cargo da corporação após ter sido superintendente da PF em Alagoas, entre 2018 e 2019, e atualmente era secretário de Planejamento e Gestão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinado direto de Ramagem no órgão.

    O novo diretor-geral ainda ocupou o posto de chefe do Serviço de Repressão a Desvio de Recursos Públicos e dirigiu a superintendência da PF em Rondônia.

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    Tags:
    interferência, nomeação, Jair Bolsonaro, Sergio Moro, Alexandre de Moraes, Supremo Tribunal Federal (STF), segurança, Abin, Polícia Federal, Brasil
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