12:56 05 Dezembro 2020
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    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)
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    O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, disse que o governo chinês está pronto para trabalhar com o brasileiro para "tirar as interferências, diminuir as divergências e expandir as cooperações".

    Em entrevista publicada neste sábado (2) no jornal Folha de São Paulo, Yang Wanming afirmou que a China está pronta para trabalhar com o Brasil.

    "Apesar de alguns ruídos surgidos recentemente, o que conhecemos mais são histórias comoventes de solidariedade e de ajuda mútua entre os dois povos", disse.

    Segundo o jornal, o embaixador não respondeu à pergunta sobre o fato de que nem o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se desculparam pelas declarações contra a China.

    "As relações sino-brasileiras possuem amplos interesses comuns, estreitas cooperações e sólida base popular e têm mantido um desenvolvimento sadio e estável. A parte chinesa está pronta para trabalhar com o governo brasileiro e os diversos setores da sociedade a fim de tirar as interferências, diminuir as divergências, aumentar a confiança mútua e expandir as cooperações, para que as relações bilaterais possam ser aprofundadas e crescer de maneira contínua, trazendo benefícios aos dois povos", disse o embaixador.

    Yang Wanming chamou de "teoria conspiratória complemente absurda" a suspeita levantada por algumas autoridades de que o novo coronavírus teria sido criado artificialmente pelos chineses como uma arma biológica ou que teria sido fruto de um acidente em um laboratório na China.

    "Acho isso uma teoria conspiratória completamente absurda, sem o mínimo escrúpulo. Tanto a OMS quanto cientistas de vários países já esclareceram, repetidas vezes, que todas as evidências disponíveis indicam que o novo coronavírus é de origem natural e impossível de ter sido criado artificialmente", afirmou.

    Sobre a situação da COVID-19 na China, Yang Wanming disse que o país superou o período mais difícil, de maneira que a epidemia está praticamente sob controle em todo o território. A retomada das atividades econômicas está avançando de forma ordenada, e a normalidade social está sendo restaurada.

    “Mas, à medida que a pandemia se alastra por todo o mundo, a China ainda corre o risco de ter uma segunda onda e, portanto, não pode relaxar. É uma corrida de toda a humanidade contra o vírus, e essa prova só termina quando todos atravessarem a linha de chegada", completou o embaixador.

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    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)

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    Tags:
    COVID-19, economia, relações bilaterais, comércio bilateral, embaixador, Brasil, China
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