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    Situação em torno da pandemia de COVID-19 no fim de abril (140)
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    Neste sábado (25), a Boeing confirmou a rescisão do contrato da compra de parte da brasileira Embraer.

    O comunicado oficial da empresa norte-americana, emitido na manhã deste sábado, confirma informações que circularam na imprensa brasileira já na sexta-feira (24), apontando a desistência do negócio.

    As empresas haviam entrado em um acordo de venda da área de aviação comercial da Embraer. Além disso o acordo previa a criação de uma "joint-venture" envolvendo a produção da aeronave militar KC-390, da Embraer - rebatizado de C-390 Millenium.

    A desistência vem em meio às pressões da pandemia do novo coronavírus sobre as empresas aéreas do mundo todo, além da crise interna prévia da própria Boeing com a paralisação da produção da aeronave 737 MAX, modelo envolvido em diversos acidentes.

    Presidente Jair Bolsonaro participa da entrega do avião cargueiro KC-390 da Embraer, na base aérea de Anápolis (GO).
    © Folhapress / Mateus Bonomi
    Presidente Jair Bolsonaro participa da entrega do avião cargueiro KC-390 da Embraer, na base aérea de Anápolis (GO).

    O comunicado oficial aponta que a Boeing "exerceu seu direito de rescindir" o contrato devido à Embraer "não ter atendido as condições necessárias". O acordo entre as empresas previa que a data limite para a rescisão do contrato terminaria justamente no dia 24 de abril.

    As empresas iniciaram a negociação ainda em julho de 2018 durante o governo do ex-presidente Michel Temer. A transação foi ratificada, no entanto, já em 2019, pelo presidente Jair Bolsonaro.

    Tema:
    Situação em torno da pandemia de COVID-19 no fim de abril (140)

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    Tags:
    Boeing 737 MAX, KC-390, Boeing, Embraer, COVID-19
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