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    Brasil lidando com COVID-19 em meados de abril de 2020 (77)
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    O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), lamentou a possibilidade do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deixar o cargo a qualquer momento, seja por um pedido de desligamento ou pelo mais provável, a demissão ordenada pelo presidente Jair Bolsonaro.

    "Pelo governo de São Paulo é o desastre se tivermos a saída do ministro e de seus secretários. O ministro vem demonstrando responsabilidade, apoio técnico e respeito à ciência e à orientação da Organização Mundial de Saúde. Se houver saída entendo como um desastre e risco para a saúde público do país", declarou Doria nesta quarta-feira (15).

    Na mesma entrevista, concedida no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o governador tucano expressou pesar pela saída do secretário de Vigilância da pasta, Wanderson de Oliveira, confirmada minutos antes da sua coletiva.

    Chamado de "guerreiro" por Doria, Oliveira já havia informado a equipe do Ministério da Saúde responsável pelas medidas contra o novo coronavírus que a gestão de Mandetta já havia acabado, e que não se sabia ao certo o que o governo Bolsonaro quer fazer daqui para frente.

    Outro a elogiar Mandetta foi o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, que classificou a possibilidade do ministro ser demitido como um "erro estratégico".

    Governador de SP, João Doria, ao lado do presidente, Jair Bolsonaro, durante evento em Brasília antes do pleito de 2018 (foto de arquivo)
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Governador de SP, João Doria, ao lado do presidente, Jair Bolsonaro, durante evento em Brasília antes do pleito de 2018 (foto de arquivo)

    Mais cedo nesta quarta-feira, Bolsonaro falou com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada e comentou apenas que está na hora de resolver a questão da saúde no país e seguir em frente, sem dar maiores detalhes. Ele se recusou a conversar com os jornalistas.

    Desde o início da crise da COVID-19 o antagonismo entre Bolsonaro e Doria – que estiveram próximos nas eleições de 2018, apesar de serem de partidos diferentes à época – apenas aumentou. O governador de São Paulo sempre foi favorável ao isolamento social durante a crise, enquanto o presidente em mais de uma oportunidade menosprezou a doença, chamando-a de "gripezinha" e pregando a retomada do comércio para salvar empregos.

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    Brasil, São Paulo, Jair Bolsonaro, João Doria, saúde, COVID-19, novo coronavírus, OMS, isolamento, política
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