10:52 27 Maio 2020
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    Brasil lidando com COVID-19 em meados de abril de 2020 (77)
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    Secretário de vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, escreveu para funcionários de sua área afirmando que saída do ministro Luiz Henrique Mandetta deve acontecer nas "próximas horas ou dias".

    "Finalmente chegou o momento da despedida. Ontem tive reunião com o ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias", disse o funcionário, segundo publicado pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. 

    Oliveira afirmou ainda que a demissão poderia até mesmo ocorrer por meio de um anúncio pelo Twitter. 

    "Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer", escreveu em uma carta. 

    Desde o início da crise do novo coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro vem criticando medidas adotadas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

    Enquanto a pasta recomenda a quarentena da população para evitar a disseminação do vírus, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente defende o isolamento vertical, que abrange apenas idosos e grupos de risco para a COVID-19. 

    A demissão de Mandetta chegou a ser noticiada pela mídia como iminente, mas a cúpula militar do governo teria agido para evitar sua saída.

    Em entrevista para a Jovem Pan, Bolsonaro chegou a dizer que ele e Mandetta estavam "se bicando" e que faltava "humildade" ao ministro. 

    'Gestão do Mandetta acabou'

    O chefe da pasta, por sua vez, criticou a postura de Bolsonaro, que por várias vezes se reuniu com apoiadores nas ruas, em entrevista para o programa Fantástico, afirmando que a população não sabia se escutava o "presidente" ou o "ministro". 

    Em sua carta, secretário de vigilância disse ainda que se o ministro sair, ele também deixará seu cargo. 

    "De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta", afirmou. 

    No entanto, segundo ele, parte da equipe ficaria em seus postos. 

    "A maioria da equipe vai permanecer e darão continuidade ao trabalho de excelência que sempre fizeram e para isso não precisam mais de mim", disse.

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, Brasil, governo, Ministério da Saúde, COVID-19, pandemia, novo coronavírus
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