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    COVID-19 no Brasil no início de abril de 2020 (99)
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    Nesta quarta-feira (1º), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou vídeo para pressionar o presidente da República.

    Através de sua conta no Twitter, Maia, sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro, cobrou celeridade do Executivo para o pagamento da renda emergencial.

    "O momento é muito sério. Nesta crise, todos aqueles que têm a responsabilidade de comandar o país, começando pelo presidente da República e pelo Parlamento têm o dever e a obrigação de dialogar e encontrar os caminhos", disse Maia.

    O presidente da Câmara afirmou ainda que o Congresso Nacional usou do diálogo para alcançar o consenso sobre o valor de R$ 600,00, que pode chegar a até R$ 1.200,00 por família.

    ​Maia destacou a necessidade de "diálogo, união e responsabilidade" para encontrar "soluções para os brasileiros" e em seguida cobrou velocidade do governo Bolsonaro para disponibilizar os recursos à população.

    "Agora cabe ao governo organizar sua estrutura para que esses recursos cheguem a mais de 30 milhões de brasileiros. Nós não podemos esperar até o dia 16 de abril", afirmou.

    A renda básica emergencial foi aprovada no Senado em sessão virtual na segunda-feira (30), necessitando em seguida da sanção presidencial. Na terça-feira (31), porém, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o recurso só poderia ser liberado após a aprovação de uma emenda constitucional na Câmara.

    O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes (à esquerda) e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (à direita), usam máscaras cirúrgicas durante coletiva de imprensa do governo sobre as medidas para combater a crise causada pelo novo coronavírus no país.
    © REUTERS / Adriano Machado
    O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes (à esquerda) e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (à direita), usam máscaras cirúrgicas durante coletiva de imprensa do governo sobre as medidas para combater a crise causada pelo novo coronavírus no país.

    No entanto, após críticas, nesta quarta-feira o governo voltou atrás e o presidente anunciou que irá sancionar a proposta do Congresso e que o valor será pago ainda em abril. Em seguida, o Ministério da Cidadania afirmou que os pagamentos serão realizados a partir do dia 16 deste mês.

    Sobre a data estipulada, Rodrigo Maia cobrou mais velocidade do governo.

    "O governo precisa, rapidamente, construir as condições no Ministério da Cidadania, no INSS, para que os recursos do Cadastro Único, para que todos esses recursos cheguem à população brasileira", afirmou.

    O presidente da Câmara concluiu o vídeo cobrando ainda "sensibilidade" do governo federal diante dos milhões de trabalhadores informais desassistidos durante a pandemia da COVID-19.

    "A população não pode esperar. E o Parlamento vai continuar trabalhando em outras pautas para garantir cada vez mais recursos para estados e municípios e para a própria União na área de Saúde", disse.
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