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    A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) disse neste sábado (28) que não existe campanha oficial do governo com o slogan O Brasil Não Pode Parar. 

    "Definitivamente, não existe qualquer campanha publicitária ou peça oficial da Secom intitulada O Brasil Não Pode Parar. Trata-se de uma mentira, uma fake news divulgada por determinados veículos de comunicação. Não há qualquer veiculação em qualquer canal oficial do governo federal a respeito de vídeos ou outras peças sobre a suposta campanha", disse o órgão por meio de uma nota, segundo publicado pelo portal G1. 

    No entanto, a Secom tinha publicado na quarta-feira (25), no Instagram e no Twitter, postagens com essa frase e sugerindo o isolamento vertical para combater o novo coronavírus, medida defendida pelo presidente Jair Bolsonaro.

    Posteriormente, as publicações foram apagadas dos perfis oficiais do órgão. 

    Na terça-feira (24), Bolsonaro fez um pronunciamento criticando as medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos do país. A Organização Mundial da Saúde recomenda o confinamento da população para evitar a disseminação da COVID-19, doença causada pelo vírus. 

    Justiça proibiu campanha

    Na manhã deste sábado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu a União de divulgar a campanha publicitária com o slogan O Brasil Não Pode Parar. 

    Em sua decisão, a juíza Laura Carvalho proibiu a divulgação de qualquer mensagem "que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública".

    As postagens apagadas, que tinham a logomarca oficial da Secom, diziam: "No mundo todo são raros os casos de vítimas fatais do coronavírus entre jovens e adultos. A quase totalidade dos óbitos se deu com idosos. Portanto, é preciso proteger estas pessoas e todos os integrantes dos grupos de risco com todo cuidado, carinho e respeito. Para estes, o isolamento. Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência, voltar à normalidade. #oBrasilNãoPodeParar". 

    Vídeo também circulou

    Além disso, ao longo da semana passou a circular em grupos governistas e de apoiadores de Bolsonaro um vídeo que tinha o título O Brasil Não Pode Parar, com a logomarca do governo federal, defendendo a retomada do comércio e das atividades normais da população. 

    A Secom, por meio de nota divulgada na sexta-feira (27), negou que o vídeo fosse uma peça institucional do governo. Segundo colunista da revista Época, a campanha teria custado R$ 4,8 milhões e sido contratada sem licitação. 

    O órgão, no entanto, admitiu suas existência e que poderia ser eventualmente usado. 

    "Trata-se de vídeo produzido em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom. A peça seria proposta inicial para possível uso nas redes sociais, que teria que passar pelo crivo do governo. Não chegou a ser aprovada e tampouco veiculada em qualquer canal oficial do governo federal", disse a Secom.

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, OMS, saúde, quarentena, governo, pandemia, Brasil, presidência, novo coronavírus
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