11:24 26 Maio 2020
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    Brasil enfrenta COVID-19 (101)
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    Um estudo liderado pelo Imperial College de Londres estimou que em caso de nenhuma estratégia de isolamento e de enfrentamento da pandemia, o Brasil poderia ter mais de 1,15 milhão de mortes causadas pela COVID-19.

    O levantamento analisou o impacto em 202 países e concluiu que, se os governos adotarem medidas rigorosas cedo, como testes de diagnóstico, isolamento de doentes e distanciamento social para frear a disseminação do vírus, 38,6 milhões de vidas podem ser salvas. Isso representa uma redução de mortalidade de cerca de 95%.

    No caso do Brasil, o estudo diz que caso o governo adote medidas de supressão rígidas para toda a população, que são aquelas que buscam bloquear a circulação do vírus, o número de mortes pode ser reduzido para 44,2 mil.

    "Nós estimamos que a ausência de intervenções resultaria em 7 bilhões de infecções e 40 milhões de mortes no mundo todo pela COVID-19 neste ano. Estratégias de mitigação focadas na blindagem a idosos (redução de 60% dos contatos sociais) e desaceleração, mas não interrupção, da transmissão (redução de 40% dos contatos sociais para uma população mais ampla) poderiam reduzir esse ônus pela metade, salvando 20 milhões de vidas", disseram os autores, citados pelo portal G1.

    Assinam o estudo quase 50 cientistas, incluindo um grupo relacionado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Segundo o último balanço divulgado pelo Ministério de Saúde, a contaminação pelo novo coronavírus no país atingiu a marca de 3.417 casos e 92 mortes.

    Tema:
    Brasil enfrenta COVID-19 (101)

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    Tags:
    pandemia, Brasil, novo coronavírus, COVID-19
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