21:27 09 Abril 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    Por
    11487
    Nos siga no

    A detenção em flagrante de Edward Luz aconteceu no domingo (16). O bolsonarista estava tentando impedir a fiscalização do Ibama. O vídeo da detenção está dando o que falar no Twitter.

    Enquanto agentes do Ibama retiravam gado dentro da Terra Indígena Ituna Itatá, na região de Altamira (PA), o antropólogo e bolsonarista Edward Luz surgiu com a câmera do celular ligada e dizendo que estava "cumprindo ordem ministerial, do senhor ministro Ricardo Salles", apontando para os índios como "seu cliente".

    Por se tratar de terra protegida, o comandante da operação do Ibama, Roberto Cabral, pediu para que o invasor saísse da propriedade, ameaçando com prisão em flagrante. O pedido foi recusado, e o bolsonarista acabou sendo algemado e levado à força.

    Procurado pela Folha de São Paulo, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desmentiu conhecer Edward Luz.

    Confira a detenção:

    ​Com mais de 1 milhão de visualizações, o vídeo levou o Ibama para os assuntos mais comentados no Twitter. Já eram mais de 12 mil tweets até a publicação desta matéria.

    O que internautas acharam da prisão em flagrante?

    O famoso youtuber Felipe Neto chamou Edward Luz de "pseudo-antropólogo" e disse querer dar um abraço em quem o prendeu.

    ​Internauta expôs quatro pontos da carreira profissional de Edward Luz, e ponderou no fim que o antropólogo pode ser uma boa opção para Jair Bolsonaro.

    ​Ibama, prenda aqui! A internauta usou uma caricatura da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

    ​O fiscal do Ibama está sendo vangloriado.

    ​Há relatos de que o antropólogo queria catequizar os índios.

    Mais:

    Família do secretário da Pesca é multada pelo Ibama por pesca ilegal
    Presidente do Ibama pede exoneração após acusações de Bolsonaro
    Morte da floresta amazônica: operação do Ibama desativa garimpos ilegais no Pará
    Tags:
    bolsonarismo, Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA)
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar