00:33 06 Julho 2020
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    Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou nesta quinta-feira (30) lista com os 26 criminosos mais procurados do país, acusados de crimes graves e violentos e com mandados de prisão em aberto.

    Os procurados também são acusados de participar de organizações criminosas. A lista, que tem como foco suspeitos de atuarem em mais de um estado brasileiro, está disponível no site do ministério e será atualizada mensalmente.

    A plataforma foi elaborada com base em informações obtidas com as áreas de segurança estaduais e dados públicos, fornecidos pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O lançamento da lista, que conta com nome, imagens e dados dos indivíduos mais procurados pela Justiça brasileira, foi feito pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, que não respondeu às perguntas dos jornalistas presentes no ato. 

    Ele disse que a medida é importante para facilitar a localização dos acusados, permitindo prisões estratégias e enfraquecendo o crime organizado, segundo publicado pela agência EBC.

    De acordo com os números mais recentes do ministério, o país registrou queda de 21,4% nos homicídios nos primeiros nove meses de 2019, em comparação com mesmo período de 2018.

    'Não era prática no Brasil'

    "São indivíduos extremamente perigosos, todos eles com mandados de prisão, decorrentes de condenações ou prisões cautelares. Alguns deles, inclusive, não se exclui a possibilidade que estejam foragidos no exterior, e a divulgação dessa lista tem a virtude de facilitar que esses indivíduos sejam encontrados, os mandados sejam cumpridos e eles sejam levados às cortes de Justiça ou para que as condenações sejam cumpridas e eles possam responder pelos crimes", afirmou Moro, segundo publicado pelo portal G1. 

    A inclusão dos procurados obedeceu a 11 critérios, entre eles atuação interestadual e transacional (criminoso que é do Brasil, mas que atua em outros países também); rede de relacionamento; posição de liderança em organização criminosa violenta;
    e capacidade financeira.

    A lista não leva em consideração criminosos com atuação local e crimes que não possuam vínculo com organizações criminosas. Segundo Moro, esse tipo de iniciativa "não era uma prática no Brasil", apesar de comum em sites de agências policiais ou ministérios de segurança pública de outros países.

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    Tags:
    Crime organizado, Ministério da Justiça e Segurança Pública, prisão, Sergio Moro, justiça, crime, governo, Brasil
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