13:09 18 Setembro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    721582
    Nos siga no

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que o general iraniano Qassem Soleimani, morto por um ataque dos EUA nas proximidades de um aeroporto iraquiano em Bagdá, "não era general", mostrando alinhamento com a Casa Branca.

    "Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e Iraque, do general lá que não é general e perdeu a vida [Soleimani], não houve [...] O impacto não foi grande", afirmou Bolsonaro na saída do Palácio do Planalto, ao falar dos preços dos combustíveis.

    Logo depois do ataque autorizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e que matou Soleimani na capital iraquiana, havia um forte temor de que o preço dos combustíveis pudesse subir ainda mais, o que não ocorreu na proporção alardeada, segundo Bolsonaro.

    O presidente brasileiro ainda destacou, conforme informou o G1, que o comunicado divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores na última sexta-feira, não é "muito destoante" do que ele pensa sobre o assassinato de Soleimani.

    Donald Trump e Jair Bolsonaro durante a conferência de imprensa em Washington
    © AP Photo / Evan Vucci
    Donald Trump e Jair Bolsonaro durante a conferência de imprensa em Washington

    De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro apoia a "luta contra o flagelo do terrorismo", em um claro alinhamento à narrativa de Washington sobre o general iraniano, que era visto pela administração Trump como um "terrorista".

    "Nós não aceitamos o terrorismo. Não interessa o lugar do mundo em que ele venha a acontecer", acrescentou Bolsonaro, relembrando a "tolerância zero" com terroristas no caso do italiano Cesare Battisti. Ele ainda retomou uma acusação acerca dos cubanos que integravam o programa Mais Médicos.

    "Se tiver qualquer terrorista no Brasil, a gente entrega. É por aí. Assim como entregamos o Battisti. Entregamos não, o Battisti viu que eu ia entregá-lo e fugiu. Assim como os cubanos médicos, entre aspas, saíram antes de eu assumir. Sabiam que eu ia pegar os caras. Um montão de terrorista no meio deles", disse Bolsonaro, sem apresentar provas.

    O Irã é o principal parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio e no golfo Pérsico. Até o momento a chancelaria iraniana em Brasília não se pronunciou sobre o posicionamento do Brasil no caso Soleimani.

    Mais:

    Crise EUA-Irã: Turquia se propõe a mediar discussões após assassinato de Soleimani
    Irã nunca terá uma arma nuclear, afirma Trump
    Ministro alemão ainda pensa em salvar acordo nuclear com Irã e critica ameaças de Trump
    Tags:
    relações bilaterais, diplomacia, alinhamento, ataque, agressão, terrorismo, Donald Trump, Jair Bolsonaro, Qassem Soleimani, Iraque, golfo Pérsico, Oriente Médio, Estados Unidos, Irã, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar