05:09 21 Janeiro 2020
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    A Polícia Civil do Rio de Janeiro disse que o grupo integralista que aparece num vídeo assumindo a autoria do ataque contra a produtora do Porta dos Fundos negou ter feito a gravação. A polícia também descarta tratar o crime como terrorismo. 

    Na madrugada do dia 24 de dezembro, a sede da produtora, no Humaitá, Zona Sul do Rio, foi atacada por pelo menos quatro pessoas, que arremessaram coquetéis molotov na entrada do local. Por meio de um vídeo, um grupo autodenominado Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira reivindicou a autoria do atentado. 

    O vídeo tem dois planos. Na parte de cima, três homens encapuzados, em frente a uma bandeira integralista, afirmam que o ataque foi uma retaliação ao filme de humor A Primeira Tentação de Cristo, do Porta dos Fundos, que retrata Jesus Cristo como homossexual. Na parte de baixo, aparecem cenas gravadas no momento do ataque, que mostram indivíduos lançando os explosivos contra o prédio da produtora. 

    'O grupo diz que não é deles'

    "O vídeo é verídico. Não se sabe se foi o grupo que fez. O grupo que se diz integralista diz que não é deles. Já negaram a autoria. Não se sabe se foram eles que colocaram o vídeo", disse o secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, segundo matéria publicada pelo portal UOL. 

    A polícia confirmou que as cenas do ataque que aparecem na gravação são reais e batem com as imagens registradas por câmeras de segurança da sede da produtora. A investigação agora vai tentar descobrir quem são os autores do vídeo - se realmente foi feito pelo grupo integralista ou outra organização.

    Além disso, o secretário explicou que o caso não seria enquadrado como terrorismo, mas sim prática de explosão e tentativa de homicídio, pois no momento do crime havia um segurança no local. 

    O delegado Fábio Barucke, subsecretário Operacional da Polícia Civil, disse que "houve um perigo grave e concreto contra um segurança que estava no local", o que caracteriza "tentativa de homicídio". 

    Um carro e uma moto participaram do ataque

    Barucke e Braga se reuniram hoje com o ator João Vicente, do Porta dos Fundos, um advogado do grupo, o titular da 10ª DP (Botafogo), Marco Aurélio Ribeiro, responsável pelo caso, e outros integrantes da Polícia Civil. 

    Ribeiro explicou que dois veículos, um carro e uma moto, fora utilizados no ataque, que foi praticado por pelo menos quatro pessoas, um deles sem máscara. A investigação pretende agora determinar a identidade dos criminosos e os proprietários dos veículos.

    Tags:
    Rio de Janeiro, terrorismo, fascismo, Polícia, liberdade de expressão, ataque, Natal, humor, crime
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