11:57 08 Agosto 2020
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    As autoridades brasileiras ampliaram uma investigação política sobre alvos das empresas de telecomunicações Oi e Telefonica Brasil nesta terça-feira por supostos pagamentos irregulares a uma empresa pertencente ao filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A Oi S/A, anteriormente conhecida como Telemar, e a Telefonica Brasil S/A, que opera sob a marca Vivo, disseram em declarações que estavam cooperando totalmente com as autoridades nesta nova fase da Operação Lava Jato em São Paulo.

    A Polícia Federal (PF) informou que a fase mais recente da investigação, envolvendo 47 mandados de busca e apreensão, foi baseada em uma apuração anterior ligada a Lula, que foi considerado culpado de suborno em um caso separado, mas no mês passado deixou a prisão enquanto apela da sentença.

    Os promotores disseram que a Oi pagou mais de R$ 132 milhões entre 2004 e 2016 a empresas do grupo Gamecorp / Gol pelos serviços que estavam mal equipados para fornecer. Eles declararam que o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, fazia parte do grupo de controle por trás da Gamecorp / Gol.

    "As evidências mostram que esses pagamentos [...] foram feitos sem qualquer justificativa econômica razoável, no momento em que o grupo Oi / Telemar se beneficiou de várias decisões do governo federal", comentaram os promotores em comunicado, citando recibos, e-mails e bancos como detalhes.

    Eles também afirmaram estar investigando supostas irregularidades em torno da transferência de cerca de R$ 40 milhões para a Editora Gol de uma subsidiária da Telefonica entre 2014 e 2016.

    As ações preferenciais da Oi caíram 4,8%, para R$ 1,18, no início desta terça-feira, enquanto as ações preferenciais da Telefonica Brasil caíram 2,8%, para R$ 55,32.

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    Tags:
    Gol, Procuradoria-Geral da República (PGR), investigação, suborno, Telefónica, Oi, corrupção, Operação Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva, São Paulo, Brasil
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