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    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na cerimônia de posse do novo procurador-geral da República, Augusto Aras, no Palácio do Planalto, Brasília, 26 de setembro de 2019

    PSL em guerra: 'Pior da política se revela no Brasil de hoje', diz especialista

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    Vazamentos de conversas, trocas de farpas e brigas internas deixaram exposta uma profunda crise dentro do PSL. Em entrevista à Sputnik Brasil, o cientista político Antonio Marcelo Jackson analisou a atuação de Jair Bolsonaro diante da crise.

    Durante esta semana, o PSL rachou com a tentativa frustrada do presidente de destituir o líder do partido na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (PSL-GO), que, por sua vez, afirmou que vai implodir o governo.

    O filho do presidente e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi derrotado na disputa interna do partido para assumir a presidência da bancada na Câmara. Delegado Waldir obteve mais apoio e se manteve no cargo.

    O cientista político e professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Antonio Marcelo Jackson, em entrevista à Sputnik Brasil, destacou que pela primeira vez na história desde a redemocratização o país tem um presidente que ou não é fundador do seu partido ou um membro que está há muitos anos nesse partido.

    "O vínculo de Jair Messias Bolsonaro com o PSL é um vínculo de alguém que aluga o espaço. Ele não é fundador do partido, não tem vínculos com aquele partido [...] uma relação dessas não está vinculada a bases ideológicas", observou o professor da UFOP.

    De acordo com ele, a troca de farpas entre membros do partido e o presidente Jair Bolsonaro demonstra que são atores políticos que nunca atuaram como protagonistas na política brasileira.

    "Se o PSL sempre foi um partido minoritário, sempre ligado ao chamado baixo clero, e o Sr. Bolsonaro que sempre foi um membro do baixo clero, as formas como as discussões estão sendo colocadas, são claramente discussões de pessoas que jamais foram protagonistas na história política, porque alguém chamar o outro de 'vagabundo', o outro dizer que 'você não é mais nada', é uma coisa muito baixa", disse.

    "De fato, o que nós temos é que o pior da política se revela no Brasil de hoje. E essa discussão do Bolsonaro com o seu partido até aqui é clara demonstração disso", completou o especialista.

    O cientista político Antonio Marcelo Jackson declarou também que Bolsonaro parece que está "totalmente perdido" na condução do governo.

    "Ele destrói, contribui com a implosão de um partido com o qual está oficialmente vinculado e que deveria, em tese, liderar uma coligação partidária para que ele tivesse apoio e base parlamentar para poder governar", observou.

    "É uma coisa muita estranha. Demonstra claramente um despreparo dele em relação à política", acrescentou o cientista político.

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    Tags:
    Crise, Eduardo Bolsonaro, política, Câmara dos Deputados, PSL, Jair Bolsonaro
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