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    Acordo de livre comércio com México pode violar regras do Mercosul?

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    O Brasil e o México iniciaram nesta semana as negociações formais para um acordo de livre comércio. A Sputnik Brasil conversou com o professor de Relações Internacionais da ESPM/SP, Leonardo Trevisan, sobre as vantagens que o Brasil pode ganhar com o acordo.

    O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, informou no começo desta semana que o Brasil iniciou formalmente as negociações para um acordo de livre comércio com o México.

    O professor de Relações Internacionais da ESPM/SP, Leonardo Trevisan, em entrevista à Sputnik Brasil, observou que um acordo de livre comércio com o México precisa ser acordado com outros países do Mercosul para não contrariar as regras do bloco.

    "Se nós formos seguir claras e bem definidas do Mercosul, não há dúvida nenhuma que nós invadimos a área das bases aduaneiras impostas no Mercosul, sem dúvida nenhuma terá que ser negociado também com a Argentina, Uruguai e Paraguai.

    Ele observou que, qualquer acordo de livre comércio que implique em isenção de tarifas, além de necessitar de unanimidade dos outros membros do bloco, necessita também da ratificação nos Congressos dos respectivos países.

    O especialista destacou também que um dos principais objetivos do Brasil neste acordo é ter uma porta de entrada no mercado dos EUA.

    "O acordo com o México representa um jogo de ganha-ganha para os dois lados. Porque quando nós falamos de um acordo com o México, o que nós estamos olhando é a possibilidade de usarmos o México como um espécie de porta de entrada com as proteções tarifárias que o México tem para a entrada no poderosíssimo mercado norte-americano, inclusive de produtos de baixa e média tecnologia, isso é que o Brasil tem interesse", afirmou.

    De acordo com Leonardo Trevisan, "a abertura do mercado auotomotivo tem um interesse forte para o Brasil como uma espécie de 'cabeça de ponte' para a entrada do agronegócio".

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    Tags:
    livre comércio, México, Brasil, tarifas, comércio
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