03:42 13 Novembro 2019
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    Presidente Jair Bolsonaro participa de conferência em Brasília, 21 de agosto de 2019

    Fogo na Amazônia é maior crise do governo Bolsonaro, diz cientista político

    © REUTERS / Adriano Machado
    Brasil
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    O aumento dos incêndios na Amazônia e sua repercussão internacional é a maior crise já enfrentada por Jair Bolsonaro, diz o cientista político da Universidade Veiga de Almeida Guilherme Carvalhido.

    A Amazônia registra em 2019 sua maior onda de queimadas dos últimos cinco anos. A cifra é de levantamento do Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (IPAM) com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram 71.497 focos de incêndio entre os dias 1 de janeiro e 18 de agosto deste ano, número 82% maior do que o registrado no mesmo período de 2018.

    O fogo ganhou repercussão internacional e foi discutido na cúpula do G7, que foi encerrada nesta segunda-feira (26). O presidente francês, Emmanuel Macron, trocou farpas com Bolsonaro sobre o assunto e a cúpula do G7 prometeu enviar 20 milhões de euros (cerca de R$ 90 milhões) de ajuda emergencial para combatar as queimadas.

    Justamente por conta da repercussão internacional, o incêndio na Amazônia é a maior crise já enfrentada por Bolsonaro desde sua posse em janeiro, diz Carvalhido. O professor da Universidade Veiga de Almeida defende que a postura brasileira pode prejudicar contratos do agronegócio no exterior, atrasar a aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul e afastar eleitores de Bolsonaro.

    "Parte do eleitorado que votou no Bolsonaro hoje vê nele um discurso muito radical", diz.

    Pesquisa divulgada nesta segunda mostra que a gestão presidencial é desaprovada por 39,5% dos brasileiros, enquanto em janeiro esse número era de 19%.

    O professor também lamentou o comentário de Bolsonaro sobre a esposa do presidente francês, Brigitte Macron.

    "Do ponto de vista da política cotidiana, é lamentável. Quando você parte para uma discussão pública que começa a usar questões privadas, significa que o tom da conversa não vai bem, afirma Carvalhido.

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    Tags:
    G7, Emmanuel Macron, Jair Bolsonaro
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