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    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, omitiu uma palestra remunerada que realizou enquanto ainda era o juiz responsável pela Lava Jato, em 2016.

    A informação foi publicada em reportagem conjunta da Folha de S. Paulo e do The Intercept Brasil neste domingo (4).

    Segundo a publicação, o então juiz deu uma palestra em setembro de 2016 para o Grupo Sinos, dono de emissora de rádio e jornais no Rio Grande do Sul, na cidade de Novo Hamburgo. O evento foi sobre combate à corrupção. 

    "Ano passado dei uma palestra lá para eles, bem organizada e bem paga", disse Moro ao falar sobre o episódio em conversa no Telegram com o procurador Deltan Dallagnol em maio de 2017.

    Normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelecem que juízes devem comunicar sua participação em atividades que podem ser enquadradas como "atividade docente".

    Moro, todavia, não informou sua participação. Em resposta à Folha de S. Paulo, o ex-juiz afirmou que a não comunicação pode ter ocorrido por "puro lapso" e que o sistema eletrônico para o registro de palestras e eventos só começou a funcionar em 2017.

    Apesar do sistema eletrônico ter entrado em funcionamento em 2017, Moro chegou a informar sobre outros eventos que participou em 2016.

    Sobre o cachê recebido, o Ministério da Justiça e Segurança Público disse se tratar de uma "questão privada", mas afirmou que a maior parte foi destinada à caridade por pedido de Moro e enviou comprovante de um depósito de R$ 10 mil feito pelos organizadores. 

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