17:54 05 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    877
    Nos siga no

    O Ministério da Defesa e o Itamaraty publicaram nesta quinta-feira uma nota conjunta afirmando que a oficialização do Brasil como parceiro prioritário extra-OTAN dos EUA abre oportunidades no setor de defesa do país.

    De acordo, com o comunicado, "a base industrial de defesa brasileira poderá ser beneficiada pelo status de MNNA [aliado prioritário extra-OTAN] ao integrar-se de forma mais competitiva nas cadeias globais de valor de alta tecnologia do setor".

    "Poderão ser discutidas opções de maior acesso ao mercado norte-americano e a financiamentos para produtos de defesa exportados pelo Brasil, além da participação em licitações e empreendimentos conjuntos. Espera-se, ademais, a facilitação de trâmites para a aquisição de produtos de alta tecnologia necessários ao avanço de programas estratégicos nacionais", diz a nota.

    O governo destacou também que o status de parceiro não-aliado da OTAN é conferido a um número restrito de países, considerados de interesse estratégico para os EUA.

    Com o novo status de aliado preferencial fora da Aliança do Norte, o Brasil torna-se comprador preferencial de equipamentos e tecnologia militares dos EUA, participar de leilões organizados pelo Pentágono para vender produtos militares, além de ganhar prioridade para promover treinamentos militares com as Forças Armadas norte-americanas.

    O único país da América Latina a gozar de uma parceria militar com os EUA fora do âmbito da Aliança do Atlântico Norte era a Argentina. Outros 16 países receberam a nomeação de Washington, incluindo Austrália, Egito, Israel e Japão.

    Mais:

    Brasil perde do ponto de vista geopolítico ao virar aliado prioritário da OTAN, diz especialista
    EUA oficializam designação do Brasil como aliado prioritário fora da OTAN
    Bolsonaro: Brasil como aliado extra-Otan 'facilita muitas coisas'
    Tags:
    Jair Bolsonaro, Donald Trump, OTAN, Defesa, EUA, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar