04:36 20 Julho 2019
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    Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, escuta cochicho do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Brasília, 27 de março de 2019

    Merece mesmo? Brasileiros indagam indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada nos EUA

    © Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Brasil
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    Pablo Rodrigues
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    Na última transmissão ao vivo, Bolsonaro lançou ideia de tornar o filho Eduardo embaixador nos EUA. A indicação que, segundo o presente, só "depende do garoto", está ocasionando críticas calorosas na web.

    O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, indicou na quinta-feira (11) o filho Eduardo, que é deputado pelo PSL-SP, a embaixador nos EUA, por falar "inglês e espanhol" e por muito tempo "rodar o mundo todo".

    "O meu filho Eduardo fala inglês, fala espanhol, há muito tempo roda o mundo todo, goza da amizade do filho do presidente Donald Trump, o qual eu torço para ser reeleito ano que vem, assim como torço para Macri ser reeleito na Argentina neste ano", afirmou Bolsonaro.

    A indicação foi consentida pelo chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, que disse "excelente nome, presidente", durante transmissão ao vivo ao lado de Jair Bolsonaro.

    O lançamento da ideia de Jair Bolsonaro está causando um onda de críticas no Twitter, ocasionado o surgimento da hashtag #EmbaixariaBrasileira, que é o quarto assunto mais discutido nesta manhã.

    Internauta joga comentário um tanto popular que se o filho do presidente se tornar embaixador é porque ele mereceu.

    ​Há quem sugira novos requisitos para ser embaixador.

    ​Um tweet de abril do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ressurgiu na discussão, com internauta perguntando se a "regra ainda está valendo".

    ​Qual seria a moda do momento?

    O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) destaca que a indicação surge um pouco depois do aniversário de Eduardo Bolsonaro.

    ​Quem sabe pedir uns conselhos a Olavo de Carvalho enquanto atira no quintal dele: Eduardo Bolsonaro deixa aberta a possibilidade de nomeação de Olavo como conselheiro.

    ​Pai indicando filho para embaixada não foi nem um pouco criticado pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que acredita que seria um ganho tanto para o Brasil como para os EUA.

    ​Como se tornar diplomata no Brasil

    Além de ter de possuir curso superior, o candidato deve ser aprovado no Concurso de Admissão do Instituto Rio Branco (IRBr), que é composto por quatro fases, que englobam questões objetivas de português, história mundial e do Brasil, inglês, geografia, política internacional, direito e economia, questões de língua portuguesa de interpretação e de redação, provas discursivas em diversas temáticas, que vão de política internacional a noções de direito em inglês e português, e provas de francês e espanhol, que são idiomas imprescindíveis para assumir o cargo.

    Passando no concurso, o interessado se torna um terceiro-secretário para fazer um curso de dois anos em período integral. Caso queira subir de cargo, cursos devem ser feitos em sequência para se tornar segundo-secretário, primeiro-secretário, conselheiro, ministro de segunda-classe e, finalmente, ministro de primeira-classe (embaixador).

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    Tags:
    Embaixada, Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro
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