20:47 20 Janeiro 2020
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    Manifestações foram realizadas em pelo menos 126 cidades de 25 estados brasileiros e no Distrito Federal.

    O segundo round de protestos contra os cortes na educação aconteceu nesta quinta-feira em todo o país durante todo o dia. Com exceção de Brasília, onde a tarde registrou tumultos e violência policial, os atos foram pacíficos e terminaram em tranquilidade.

    No dia 15 de maio, os protestos contra os cortes do governo levaram mais de um milhão de pessoas às ruas de todo Brasil. Os atos desta quinta-feira, até o momento, não atingiram os mesmos números, mas também foram expressivas.

    Na capital paulista, os manifestantes se reuniram no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, e seguiram em marcha pela Avenida Rebouças em direção à Avenida Paulista.

    Em Brasília, os manifestantes se concentraram às 10h na praça do Museu Nacional da República. A Esplanada dos Ministérios foi bloqueada algumas horas depois, quando o grupo marchou no sentido Praça dos Três Poderes. Foi quando aconteceu tumulto entre policiais e manifestantes. Um homem foi detido durante o episódio.

    No Rio de Janeiro, a concentração dos manifestantes aconteceu às 17h nas proximidades da Igreja da Candelária, no Centro da cidade. A multidão, seguiu em marcha pela avenida Rio Branco até a praça da Cinelândia.

    • 'Balbúrdia é cortar dinheiro da educação': manifestantes no centro do Rio protestam contra cortes do governo, 30 de maio
      'Balbúrdia é cortar dinheiro da educação': manifestantes no centro do Rio protestam contra cortes do governo, 30 de maio
      Sputnik/George Ribeiro
    • Manifestantes protestam no Rio contra cortes na educação e medidas do governo Bolsonaro, 30 de maio
      Manifestantes protestam no Rio contra cortes na educação e medidas do governo Bolsonaro, 30 de maio
      Sputnik/George Ribeiro
    • Manifestantes se concentraram ao redor da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, 30 de maio
      Manifestantes se concentraram ao redor da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, 30 de maio
      © Sputnik / George Ribeiro
    • Imagem do educador Paulo Freire, cujo mérito acadêmico foi atacado por membros do governo Bolsonaro, foi muito presente durante os atos ocorridos em todo Brasil, 30 de maio
      Imagem do educador Paulo Freire, cujo mérito acadêmico foi atacado por membros do governo Bolsonaro, foi muito presente durante os atos ocorridos em todo Brasil, 30 de maio
      © Sputnik / George Ribeiro
    • Ato contra os cortes do governo Bolsonaro tomaram as ruas do centro do Rio em 30 de maio
      Ato contra os cortes do governo Bolsonaro tomaram as ruas do centro do Rio em 30 de maio
      © Sputnik / George Ribeiro
    • Depois da concentração em torno da Igreja da Candelária, a manifestação seguiu, de forma pacífica, em passeata pela avenida Rio Branco até a praça da Cinelândia
      Depois da concentração em torno da Igreja da Candelária, a manifestação seguiu, de forma pacífica, em passeata pela avenida Rio Branco até a praça da Cinelândia
      © Sputnik / George Ribeiro
    • Manifestação contra cortes do governo no Rio de Janeiro
      Manifestação contra cortes do governo no Rio de Janeiro
      © Sputnik / George Ribeiro
    • Após passeata pela avenida Rio Branco, os manifestantes se reuniram na Cinelândia, centro do Rio, 30 de maio
      Após passeata pela avenida Rio Branco, os manifestantes se reuniram na Cinelândia, centro do Rio, 30 de maio
      © Sputnik / George Ribeiro
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    'Balbúrdia é cortar dinheiro da educação': manifestantes no centro do Rio protestam contra cortes do governo, 30 de maio

    Os manifestantes cariocas contaram com adesão de professores, universitários, estudantes secundaristas, sindicatos, diversos movimentos sociais e população da cidade.

    "A gente está aqui para defender a educação pública, a saúde e a arte. É muito importante a gente estar aqui para defender o nosso lugar, o nosso espaço, que é público. [Defender] os nossos direitos, defender as cotas raciais e sociais, defender o estatuto da criança e do adolescente. Porque o governo não está nem aí. Está fazendo vários cortes", disse à Sputnik Brasil a estudante da licenciatura em Dança da UFRJ, Tainá Bertoldo. 

    "A gente está aqui hoje para tentar defender o que nos resta da educação. Os cortes vem sendo cada vez mais perigosos, dentro da conjuntura política nacional. A perspectiva é bem ruim, mas a gente está aqui para mudar isso, não tem muito mais o que falar", declarou para a Sputnik o mestrando da faculdade de geoquímica da UFF, Eduardo.     

    As manifestações foram convocadas pelas redes sociais após decisão do Ministério da Educação de bloquear 24,84% dos recursos esperados em 2019 para universidades, institutos técnicos e escolas sob administração do governo federal. Após os atos de 15 de maio, o governo prometeu liberar mais verbas para a educação, mas manteve os cortes anunciados.

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