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    Economistas alertam: PIB do Brasil caiu pela primeira vez desde 2016

    Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas
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    A economia do Brasil provavelmente contraiu no primeiro trimestre pela primeira vez desde 2016, mostrou nesta terça-feira uma pesquisa de economistas, uma vez que a atividade foi afetada por um atraso nas reformas fiscais, baixo investimento e aumento do desemprego.

    Se confirmada, seria a primeira contração desde a recessão grave de 2015-2016 a partir do qual o Brasil não conseguiu se recuperar, deixando a nação no meio do caminho para mergulhar em uma nova crise.

    Os números do primeiro trimestre também poderiam gerar pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro, um ex-capitão do Exército que assumiu o cargo em 1º de janeiro e cujos índices de aprovação caíram enquanto a economia vacila.

    O Banco Central disse no início deste mês que existe uma "possibilidade significativa" que a saída econômica para contratar em janeiro-março, e na semana passada o governo reduziu suas estimativas de crescimento em 2019, citando resultados decepcionantes do primeiro trimestre.

    O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil possivelmente se contraiu no primeiro trimestre em 0,2%, em uma base ajustada sazonalmente em comparação com os três meses anteriores, de acordo com a média das estimativas de 18 economistas, divulgada em uma pesquisa publicada pela Agência Reuters.

    O intervalo de projeções foi entre uma queda de 1,8% e uma ligeira expansão de 0,2%.

    Em relação ao primeiro trimestre de 2018, a economia deverá crescer 0,5%, segundo estimativas consensuais de 20 economistas, menos da metade da taxa de expansão do trimestre anterior.

    Os dados sobre o crescimento do PIB serão divulgados nesta quinta-feira às 9h (horário de Brasília).

    Os economistas pesquisados listaram várias razões para a contração esperada, desde questões estruturais como o alto desemprego até o impacto na produção industrial derivado de um novo desastre de rejeitos da mineração em janeiro.

    Além disso, eles citam a baixa confiança de consumidores e empreendedores.

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    Tags:
    desemprego, recessão, crise econômica, reforma tributária, reforma da previdência, comércio, economia, PIB, Jair Bolsonaro, Brasil
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