19:03 16 Novembro 2019
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    Helicóptero pousa em um local para resgatar um corpo que foi encontrado na lama depois do rompimento de uma barragem perto do município de Brumadinho, Brasil, 26 de janeiro de 2019

    Moradores estão em pânico após anúncio sobre risco de rompimento da barragem da Vale

    © AP Photo / Leo Correa
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    O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração divulgou uma nota nesta sexta-feira e alertou que os moradores de Barão de Cocais (MG) estão "em pânico" com a falta de informação sobre os riscos de rompimento da barragem de mineração Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, operada pela mineradora Vale, informou Agência Brasil.

    "As últimas 48 horas têm sido de terror na região de Barão de Cocais. A falta de informações concretas detalhadas e propostas de segurança deixaram a população em pânico", alertou a nota.

    Nesta quinta-feira, a Vale revelou que o rompimento da barragem poderá ocorrer entre os dias 19 e 25 de maio.

    A população teme que a ruptura do talude provoque um abalo sísmico e o colapso da Barragem Sul Superior, do complexo Gongo Soco, em Barão de Cocais. 

    "Desde que as barragens foram colocadas em estado de alerta, a Vale afirma que vem monitoramento constantemente as condições de risco de seus complexos. Depois do rompimento da Barragem I, muito se falou que barragens não rompem de uma hora para a outra, mas que dão sinais de que problemas estão acontecendo".

    "Dada essa situação, a Vale precisa esclarecer porque somente foi informar às autoridades da situação da mina Gongo Soco quando o talude já se movimentava a uma velocidade de 4 centímetros por dia e quando não havia nada a fazer para evitar seu deslizamento e, consequentemente, criar uma situação desproporcional de risco de liquefação da barragem Sul Superior", questionou o Comitê.

    O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração é uma rede formada por mais de 110 organizações e movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores, grupos de pesquisa, igrejas, movimentos indigenistas, organizações quilombolas, associações de pescadores e diversas comunidades ribeirinhas e de povos tradicionais, informou Agência Brasil.

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