08:07 24 Agosto 2019
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    Michel Temer, presidente de Brasil

    Ex-presidente Temer vira réu em caso de subornos por decreto dos portos

    © REUTERS / Adriano Machado
    Brasil
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    O juiz Marcus Vinicius Bastos Rei, do Tribunal Federal de Brasília, aceitou nesta segunda-feira uma denúncia contra o ex-presidente Michel Temer no inquérito sobre supostos subornos que o emedebista teria recebido em troca de um decreto que favoreceu empresas do setor portuário.

    Segundo o jornal Folha de São Paulo, o juiz entendeu que a denúncia de que a acusação apresentada em dezembro do ano passado atende os "requisitos formais do Código de Processo Penal, tendo justa causa para prosseguir o processo criminal".

    Além de Temer, também foram acusados o coronel João Baptista Lima Filho, amigo íntimo do ex-presidente, e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que foi assessor de Temer durante o seu mandato como chefe de Estado, além de três executivos grupo Rodrimar, que atua no setor portuário.

    Todos os citados foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

    A defesa de Temer descreveu a imputação de "absurda" e "sem amparo" nos autos do processo.

    "A Rodrimar, que teria se beneficiado do decreto dos portos, não o foi, e isso, repita-se, está comprovado na investigação", afirmou em nota o advogado de Temer, Eduardo Carnelós.

    O líder do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi preso em 21 de março por ordem do juiz de instrução Marcelo Bretas, que o considerou "líder de uma organização criminosa" que teria agido por 40 anos.

    A investigação que levou Temer à prisão está relacionada a outro caso, referente à distribuição de propinas referentes às obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.

    O ex-presidente passou quatro dias em custódia no Rio de Janeiro, até que um juiz de segunda instância ordenou a sua libertação, e ele agora está em sua casa, em São Paulo.

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    Tags:
    política, Operação Lava Jato, lavagem de dinheiro, corrupção, Decreto dos Portos, Usina Nuclear Angra 3, Rodrimar, PGR, MDB, Marcelo Bretas, Eduardo Carnelós, Rodrigo Rocha Loures, Marcus Vinicius Bastos Rei, João Baptista Lima Filho, Michel Temer, Rio de Janeiro, Brasil
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