13:02 26 Abril 2019
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    Jair Bolsonaro e Benjamin Netanyahu durante encontro no Rio de Janeiro

    Bolsonaro recua e diz que perdão ao Holocausto não teve 'contexto histórico'

    © AP Photo / Leo Correa/Pool Photo
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    O presidente brasileiro Jair Bolsonaro tentou explicar a mensagem por trás de sua declaração polêmica acerca de "o Holocausto pode ser perdoado", afirmando que ela foi gravemente distorcida, e o seguinte tumulto é usado para causar ruídos com seus "amigos judeus".

    "Meu discurso nunca foi feito para ser usado em um contexto histórico", e suas outras interpretações servem apenas àqueles que "querem me afastar de meus amigos judeus", escreveu Bolsonaro em comunicado.

    A ponderação de Bolsonaro foi compartilhada pelo enviado de Israel ao Brasil, Yossi Shelley, nas mídias sociais.

    Shelley declarou que já havia pedido a Bolsonaro para explicar os comentários sobre o Holocausto que ele fez em um evento com líderes evangélicos nesta semana.

    A frase do líder brasileiro — "Podemos perdoar, mas não podemos esquecer" a morte de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial — rapidamente atraiu críticas do presidente de Israel Reuven Rivlin e do Yad Vashem, principal centro memorial do Holocausto. Os comentários de Bolsonaro também foram criticados nas redes sociais.

    Um político de direita, Bolsonaro se alinha intimamente com Israel e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Há duas semanas, ele fez uma viagem de quatro dias ao país, durante a qual visitou o Yad Vashem.

    Também foi em Israel que Bolsonaro afirmou que o nazismo seria um movimento de esquerda, alegação amplamente desmentida em seguida no Brasil, no exterior e até por autoridades de Tel Aviv.

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    Tags:
    relações bilaterais, nazismo, Segunda Guerra Mundial, diplomacia, judeus, perdão, holocausto, Yad Vashem, Yossi Shelley, Benjamin Netanyahu, Jair Bolsonaro, Alemanha, Israel, Brasil
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