18:39 25 Junho 2019
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    O presidente das Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, participa do seminário Reforma da Previdência - uma Reflexão Necessária, no Centro Cultural da FGV, no Rio de Janeiro

    Opositores à reforma da Previdência se unem nas ruas e apoiadores dominam on-line

    © Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Brasil
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    Pablo Rodrigues
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    Na manhã desta sexta-feira (22), movimentos sociais estão convocando atos contra a reforma da Previdência por todo o Brasil, e lançaram até mesmo uma hashtag para engajar pessoas. No outro lado da moeda, há uma parcela muito grande da população que vem apoiando a reforma, em outra hashtag no Twitter.

    De acordo com estudo da Secretaria de Políticas Econômicas do Ministério da Economia do Brasil, publicado na quinta-feira (21), a reforma da Previdência beneficiaria mais os pobres do que os ricos, apontando que, com a reforma, o PIB teria um crescimento de 3% ao ano, já sem a reforma — uma queda de 0,5% ao ano, o que acarretaria crescimento de 3,48% na renda da população pobre, já na dos ricos — 2,63%.

    Vale destacar também que a reforma da Previdência do governo Bolsonaro prevê um aumento na idade mínima para se aposentar, passando de 60 anos para 62 no caso de mulheres e permanecendo nos 65 anos para homens. Além do mais, o tempo de contribuição mínima seria aumentado, passando de 15 anos para 20, e, para receber 100% da aposentadoria, seriam necessários 40 anos de contribuição.

    Em se tratando de militares, a reforma prevê um aumento de tempo mínimo de serviço de 30 anos para 35, e aumento de idade limite para reserva, que é hoje entre 44 e 66 anos para 50 a 70 anos. Sem contar na diminuição do rol de dependentes. Para dependentes sem renda, somente pais, tutelado e curatelado ou menor de 18 anos que vivam sob a guarda do militar, e filho ou enteado estudante menor de 24 anos seriam beneficiados. Já para os entes com ou sem renda, somente o cônjuge e filhos menores de 21 anos ou inválidos receberiam pensão.

    Dominando no Twitter, sendo o assunto mais comentado até então e com mais de 40 mil tweets, a hashtag #EuApoioNovaPrevidencia, reúne todos os brasileiros que esperam que a proposta de reforma seja realizada.

    A atriz Regina Duarte está pedindo apoio em prol da reforma.

    ​Há quem acuse Twitter de ter derrubado a hashtag, que está no topo agora.

    ​Vinicius Poit acredita que ser contra a reforma é "ser contra o Brasil".

    ​A reforma da Previdência sugerida pelo governo Bolsonaro está recebendo forte crítica de uma grande parcela da população, que está organizando hoje mesmo atos de protesto por todo o Brasil e convocando os simpatizantes pelo Twitter com a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria.

    ​A mobilização está a todo vapor.

    ​Guilherme Boulos aponta dilema que seria comum entre empresas na hora de contratar.

    ​Aquele 1% que não tapa todo o buraco da economia.

    ​O deputado federal, José Guimarães (PT), publicou um vídeo da concentração de pessoas nas ruas de Fortaleza contra a reforma da Previdência.

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    Tags:
    reforma da previdência, internautas, Twitter, Previdência Social, rede social, apoio, protesto, Brasil
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