17:32 14 Outubro 2019
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    Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, assassinada na noite do dia 14 de março

    Caso Marielle: PF faz buscas e apreensões no Rio e caso pode voltar à estaca zero

    © Foto / Renan Olaz/CMRJ
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    A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta quinta-feira uma operação relacionada ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, que está próximo de completar um ano, em um esforço de apresentar respostas sobre o crime não solucionado.

    As ações para cumprir oito mandados de busca e apreensão contam com o aval do Ministério Público do Rio (MP-RJ) e da Justiça Estadual, e tratam das suspeitas em torno de tentativas de obstrução das investigações do caso, que em março completará um ano, até hoje nas mãos da Polícia Civil fluminense.

    Na última semana, a Anistia Internacional cobrou respostas das autoridades do Rio. As apurações seguem em sigilo, porém a principal linha de investigação liga o assassinato de Marielle, ocorrido em 14 de março de 2018, à atuação de uma milícia da zona oeste da cidade com grilagem de terras.

    Segundo um delator ouvido pela Polícia Civil, o vereador Marcello Siciliano e o miliciano Orlando Curicica, um ex-policial militar, estariam por trás dos dois assassinatos. Ambos negam qualquer participação. No caso de Curicica, que já está preso, ele acusa a Polícia Civil de pressioná-lo para assumir a autoria.

    Em 22 de janeiro, cinco pessoas que seriam ligadas à mesma milícia investigada no caso Marielle foram presas, incluindo o ex-PM Ronald Paulo Alves Pereira, que já chegou a ser homenageado pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro.

    Um suspeito que não foi preso na mesma operação e segue foragido, Adriano da Nóbrega, também teve ligação com Flávio Bolsonaro, com homenagens prestadas quando ele era deputado estadual, com cargos concedidos a familiares do ex-PM, e a amizade com outro colega de farda, Fabrício Queiroz, ex-assessor e envolvido no caso das movimentações suspeitas apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    Entretanto, a participação da PF no caso Marielle pode representar uma volta à estaca zero nas investigações. De acordo com o jornal O Globo, a força-tarefa montada em outubro para apurar uma possível obstrução das investigações pode desmentir qualquer envolvimento de Siciliano e Curicica no crime, que segue sem solução.

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    Tags:
    assassinatos, violência, obstrução, grilagem, corrupção, milicianos, milícias, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Polícia Civil do Rio de Janeiro, Polícia Federal, Fabrício José de Queiroz, Ronald Paulo Alves Pereira, Flávio Bolsonaro, Orlando Curicica, Marcello Siciliano, Adriano Magalhães da Nóbrega, Anderson Gomes, Marielle Franco, Rio das Pedras, Brasil, Rio de Janeiro
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