16:58 17 Dezembro 2018
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    Presidenta Dilma Rousseff em cerimônia do anúncio de prorrogação do Programa Mais Médicos

    'Parecia convênio entre Cuba e PT', diz novo ministro da Saúde sobre Mais Médicos

    Roberto Stuckert Filho/ PR
    Brasil
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    O deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) foi anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro como o novo ministro da Saúde nesta terça-feira (20) e comentou a situação do programa Mais Médicos.

    O novo ministro da Saúde afirmou que o projeto para a atuação de médicos cubanos no Brasil foi uma "improvisação" e disse que o acordo representou uma ruptura unilateral por parte do PT e não um acordo bilateral entre Brasil e Cuba. 

    "Esse era um dos riscos de se fazer um convênio e terceirizando uma mão de obra tão essencial. Os critérios, à época, me parece que eram muito mais um convênio entre Cuba e o PT, e não entre Cuba e o Brasil, porque não houve uma tratativa bilateral, mas, sim, uma ruptura unilateral", disse o novo ministro.

    "Era um risco que a gente já alertava no início. Nós precisamos de políticas que sejam sustentáveis. As improvisações em saúde costumam terminar mal e essa não foi diferente das outras", acrescentou Mandetta. 

    O programa Mais Médicos foi criado em 2013 durante o governo de Dilma Rousseff. O projeto consistia em uma ajuda de médicos cubanos para trabalhar no Brasil em áreas com poucos profissionais brasileiros.

    O governo cubano anunciou na quarta-feira (20) a decisão de sair do programa devido a "declarações ameaçadoras e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro.

    Foi publicado nesta terça-feira (20) um novo edital para ocupar as vagas dos cubanos no programa Mais Médicos. O Ministério da Justiça informou que serão ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 áreas indígenas, antes ocupadas por médicos cubanos.

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    Tags:
    ministro, saúde, Mais Médicos, PT, Brasil, Cuba
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