02:56 14 Dezembro 2018
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    Deputado Jair Bolsonaro

    TSE dá 3 dias para Bolsonaro explicar inconsistências nas contas da campanha

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    Brasil
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    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu nesta terça-feira ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) um prazo máximo de 3 dias para esclarecer algumas inconsistências que aparecem na documentação detalhando as despesas de sua campanha.

    O ministro Luís Roberto Barroso considerou os procedimentos propostos pelos técnicos do tribunal "pertinentes" e determinou um prazo "de 3 dias" para "preencher dados e documentação ou oferecer esclarecimentos ou justificativas", diz um fragmento da decisão, adiantado pelo G1.

    Os técnicos do TSE consideram que existem 23 "inconsistências", que vão desde erros formais e dados imprecisos na ausência de documentos, como contratos e comprovantes de serviços e despesas (veja a lista completa abaixo).

    Segundo a declaração da candidatura de Bolsonaro perante o TSE, a campanha eleitoral do líder de direita arrecadou R$ 4,3 milhões e gastou R$ 2,8 milhões.

    O dinheiro restante será doado para a Santa Casa de Misericórdia, em Juiz de Fora (MG), hospital onde Bolsonaro foi tratado com urgência após um atentado durante um evento de campanha, em 6 de setembro.

    Barroso deverá submeter o procedimento a um julgamento no plenário do TSE, mas ainda não há data para que isso ocorra.

    Acompanhe um resumo dos 23 questionamentos apontados por técnicos do TSE nas contas de Bolsonaro:

    1 — Despesas com mídias digitais com empresa Adstream — R$ 6.260,00 — pedem números de notas fiscais;

    2 — Despesas com serviços advocatícios com empresa Kufa Sociedade de Advogados — R$ 50.000,00 — pedem detalhamento dos serviços prestados, relação dos processos em que escritório atuou, relação de todos os advogados que atuaram;

    3 — Despesas com serviços contábeis não foram declaradas, mas aparece como serviço do escritório de advocacia — pedem dados sobre serviços contábeis prestados, identificação dos contadores;

    4 — Despesas com material impresso com quatro empresas — R$ 71.000,00 — pedem amostras dos materiais produzidos, como adesivos, paineis e bótons e também informações sobre se essas empresas subcontrataram outras empresas.

    5 — Devolução de receitas — R$ 95.000,00 — Campanha avisa que devolveu R$ 95 mil em doações para quatro pessoas físicas e técnicos dizem que, como não há previsão para devolução de doações legais, qual motivo de o candidato se recusar a receber os valores;

    6 — Financiamento coletivo com empresa sem registro — R$ 3,5 milhões — técnicos afirmam que a empresa AM4 não tinha cadastro para prestar serviços de arrecadação por meio do financiamento coletivo e pedem também detalhamento sobre as empresas Aixmobil e Ingresso Total, que também atuaram com arrecadação por meio de financiamento coletivo, as "vaquinhas";

    7 — Descumprimento de prazo para entrega de relatório com receita de R$ 1,566.812,00;

    8 — Indício de irregularidade no recebimento de doações do fontes proibidas, permissionários — R$ 5.200,00 — técnicos apontam que lei proibido recebimento de recursos de quem tem atividade decorrente de permissão pública;

    9 — Indício de irregularidade no recebimento de recursos com origem não identificada — R$ 100;

    10 — Indício de irregularidade de doações recebidas com divergência na identificação dos doadores — R$ 5.030,00 — divergências de dados informados dos doadores com base de dados da Receita (Nome do doador não bate com o CPF cadastrado na Receita);

    11 — Indício de impropriedade na divergência de informações de doações indiretas — R$ 345.000,00 — técnicos informam que repasse da campanha de Eduardo Bolsonaro para o pai;

    12 — Indício de irregularidade com ausência de gastos eleitorais na prestação de contas parcial 0 R$ 147.727,02 — gastos que não foram prestadas dentro do prazo correto;

    13 — Indício de irregularidade na omissão de despesas — R$ 147.948,81 — técnicos dizem que cruzamento de dados mostrou que fornecedores informaram gastos omitidos pela campanha;

    14 — Indício de irregularidade com divergência de informações em doações — R$ 3.796,86 — doadores informaram maiores valores em relação ao declarado pelo candidato;

    15 — Indício de irregularidade — R$ 20.958,16 — técnicos apontam omissão de doações no cruzamento de informações com outros prestadores;

    16 — Indício de irregularidade com dinheiro de sobra de campanha transferido a outro partido — R$ 10.000,00 — técnicos apontam repassem ao PRTB, quando lei só permite que tivesse sido repassado ao próprio PSL;

    17 — Indício de irregularidade com falta de documentos de comprovação de doações estimáveis (destinação de espaços ou trabalho) — R$ 6.913,60 — falta de documentação de espaço cedido ou outros serviços doados;

    18 — Indício de irregularidade em doações estimáveis que não constavam na prestação parcial — R$ 24.916,83 — técnicos apontam que os valores não foram lançados no devido tempo, como prevê resolução;

    19 — Indício de irregularidade em doações estimaveis que não constavam na prestação parcial — R$ 2.511,54 — técnicos apontam que medida frustra transparência e fiscalização;

    20 — Indício de impropriedade — divergência na data de abertura de contas bancárias;

    21 — Ausência de recibo eleitoral em arrecadação de recursos estimáveis (trabalho voluntário e outros);

    22 — Falta de documentação nas despesas, como contratos e relatórios de serviços prestados por várias empresas;

    23 — Indício de irregularidade no recebimento indireto de recursos — R$ 100 — doação não identificada por meio de vaquinha virtual recebida por meio do partido e que deveria ter sido recolhida ao Tesouro.

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    Tags:
    prestação de contas, crime eleitoral, irregularidades, política, Eleições 2018, Partido Social Liberal (PSL), TSE, Luís Roberto Barroso, Jair Bolsonaro, Brasil
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