09:53 14 Novembro 2018
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    Jair Bolsonaro, candidato à Presidência do Brasil, ao votar no primeiro turno das eleições, em 7 de outubro de 2018

    Bolsonaro confirma transferência de embaixada brasileira para Jerusalém, diz jornal

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    O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, disse a um jornal israelense que ele pretende cumprir sua promessa de campanha e mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O movimento é visto como uma afronta direta aos palestinos e a boa parte do mundo.

    Bolsonaro confirmou a pretensão nesta quinta-feira (1) ao jornal Israel Hayom dizendo que Israel deve decidir o local de Israel.

    Com isso o Brasil se tornaria o segundo grande a país a fazer a mudança da embaixada em Israel, seguindo os passos dos Estados Unidos de Donald Trump.

    Jair Bolsonaro coloca seu voto no segundo turno das presidenciais no Brasil, em 28 de outubro de 2018
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    "Quando fui perguntado durante a campanha se eu faria isso quando me tornasse presidente eu disse que sim, quem decide sobre a capital de Israel são vocês, não outras nações", disse ele ao jornal, um canal por sua visão favorável ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    Israel considera a cidade toda sua capital, enquanto os palestinos afirmam que o leste de Jerusalém é a capital de seu futuro Estado. Há um consenso internacional de que o status da cidade deve ser negociado entre as partes.

    Israel ocupou a região leste de Jerusalém no ano de 1967 na guerra dos seis dias, e depois anexou a área, um movimento que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional.

    Em dezembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, reverteu a política dos EUA e reconheceu Jerusalém como capital de Israel, o que gerou um boicote do presidente palestiono, Mahmud Abbas.

    A embaixada foi oficialmente transferida no dia 14 de maio. A iniciativa foi seguida pela Guatemala e depois pelo Paraguai, que em setembro reconsiderou a medida e voltou sua embaixada para Tel Aviv.

    Bolsonaro foi eleito no domingo (28) e ficou conhecido pelas polêmicas envolvendo misoginia, homofobia e retórica racista.

    Após sua vitória, Netanyahu disse a Bolsonaro que se sentia seguro de que seu governo "levaria a uma grande amizade" entre Israel e Brasil e que estreitaria os laços entre os dois países.

    À AFP, um oficial da administração do presidente israelense afirmou que o primeiro-ministro de Israel "provavelmente" iria ao Brasil para acompanhar a posse de Bolsonaro.

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    diplomacia, AFP, Mahmud Abbas, Benjamin Netanyahu, Jair Bolsonaro, Brasil, Israel, Jerusalém, EUA
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