14:08 18 Novembro 2018
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    Marcello Crivella (PRB), prefeito do Rio de Janeiro

    Crivella será investigado após pedir a servidores públicos que votassem no filho

    © Foto : Tânia Rêgo
    Brasil
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    Em mais uma polêmica, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella será investigado pelo Ministério Público por abuso de poder político e improbidade administrativa após participar de uma reunião da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e pedir votos para o filho dele, o candidato a deputado federal Marcelo Hodge.

    "Eu não podia deixar de vir aqui pedir a vocês, humildemente. Não é o prefeito que tá pedindo, nem é o pai do Marcelinho. É um carioca", diz Crivella na gravação exibida pela TV Globo na tarde de ontem.

    A Prefeitura se justificou dizendo que Crivella participou do evento como convidado e que falou foram do horário de expediente. O prefeito disse estar aberto às apurações do Ministério Público e concluiu em nota à imprensa afirmando que não houve conduta ilícita na ação.

    Reforma de igrejas evangélicas

    Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro (arquivo)
    Waldemir Barreto/ Agência Senado
    O comportamento do prefeito, porém, deve continuar dando dor de cabeça. De acordo com Lauro Jardim, de O Globo, o juiz Eduardo Klausner, da 7ª Vara de Fazenda Pública, já recebeu petição inicial do Ministério Público Estadual em que Crivella é acusado de abuso de poder ao conceder benefícios a pastores e fiéis da Igreja Universal.

    As investigações se baseiam em um encontro secreto realizado em julho entre Crivella e pastores de igrejas evangélicas. Na ocasião, Crivella dizia que os evangélicos deveriam aproveitar o fato dele ocupar a prefeitura para "reformar nossas igrejas". Ele também pede que fiéis que necessitem de cirurgia para catarata e remoção de varizes conversem com sua funcionária pessoal após o evento.

    Tags:
    7ª Vara de Fazenda Pública, Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), TV Globo, PRB, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Hodge, Eduardo Klausner, Marcelo Crivella, Rio de Janeiro
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