09:43 17 Dezembro 2018
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    Álvaro Dias, candidato à Presidência da República pelo Podemos

    Em sabatina da Record, Álvaro Dias defende novamente Moro como Ministro da Justiça

    © Foto : Antonio Cruz/ Agência Brasil
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    A TV Record realizou nesta sexta-feira (24) a penúltima entrevista da série de sabatinas com os candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. A bola da vez foi Álvaro Dias, do Podemos.

    As entrevistas são feitas durante um bloco do Cidade Alerta, tem duração de 15 minutos e são conduzidas pelos jornalistas Chistina Lemos e Eduardo Ribeiro. Marina Silva (Rede) fecha a série de sabatinas na próxima segunda-feira (27).

    Na primeira parte da entrevista, Álvaro Dias foi perguntado sobre o anúncio prévio de convidar o juiz Sérgio Moro para assumir o Ministério da Justiça. A declaração foi feita durante o debate entre os candidatos à Presidência transmitido pela TV Bandeirantes no dia 9 de agosto.

    Álvaro Dias disse que o anúncio serviu para mostrar o apoio ao combate a corrupção e a Operação Lava Jato.

    "Esse convite tem esse simbolismo porque eu desejo fazer da Lava Jato uma política de Estado, uma espécie de tropa de elite do combate a corrupção", afirmou.

    O candidato do Podemos rebateu a pergunta do jornalista Eduardo Ribeiro sobre o fato dele se apresentar como renovação política, mas ocupar cargos públicos "a quase 50 anos".

    "Eu sempre fui um contestador, eu sempre combati esse sistema, hoje eu tenho mais responsabilidade e dever de substituir essa proposta com a refundação da república porque eu conheci esse monstro nas suas entranhas. Eu sempre estive inquieto, desconfortável, revoltado e indignado, tanto que mudei diversas vezes de sigla", se defendeu.

    Álvaro Dias já tinha tentado concorrer nas eleições presidenciais de 1989, mas não foi aprovado nas prévias do seu partido na época, o PST (Partido Social Trabalhista).

    Uma das principais bandeiras de Álvaro Dias para as eleições este ano é "acabar com os privilégios das autoridades".

    "Nós temos que acabar com os privilégios das autoridades, nós vamos acabar com o auxílio-moradia, todos os penduricalhos, ninguém pode ganhar além do teto, e vamos também reduzir o número de deputados e senadores", afirmou.

    Antes de se candidatar à Presidência, Álvaro Dias era senador pelo PSDB eleito pelo estado do Paraná.

    Questionado sobre o envolvimento com o empresário Joel Malucelli, que teve uma de suas empresas investigadas por corrupção na Lava Jato e que foi o maior doador da campanha do candidato para o Senado em 2014, Álvaro Dias disse que segue sendo um defensor da operação, que Malucelli ainda não é investigado e que ele se afastou da empresa para exercer a atividade pública.

    Já sobre seu plano de governo, foi perguntado como, em um cenário em que o Brasil "está com as contas no vermelho", segundo o jornalista Eduardo Ribeiro, sua proposta de não cobrar imposto de renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil por mês não fará com que o país comece um novo governo "abrindo mão do dinheiro".

    "Oito milhões de brasileiros serão beneficiados com a isenção do imposto", afirmou, adicionando que as mudanças nos tributos — uma delas sendo a isenção dos impostos dos medicamentos genéricos — seguirão a lógica de "quem ganha mais, paga mais, quem ganha menos, paga menos".

    Quanto à reforma trabalhista, Álvaro Dias disse ter votado contra por não ter concordado com o fato de que o governo não aceitou o aprimoramento da proposta pelo Senado. "Nós temos que corrigir os defeitos. A mãe gestante não pode trabalhar em local insalubre", falou o candidato.

    Ainda sobre as medidas tomadas pelo governo atual, Álvaro Dias foi questionado sobre qual seria a solução duradoura de segurança pública para o Rio de Janeiro, que vai durar até dezembro deste ano.

    "Dizem sempre que falta dinheiro. Ocorre que nós gastamos mais do que os países integrantes da OCDE. O que falta aqui é honestidade, planejamento, competência de gestão", colocou. Além disso, afirmou que há, atualmente, um afrouxamento da autoridade no Brasil: "Quando a autoridade não se impõe, a marginalidade se sobrepõe".

    Nas considerações finais, o candidato disse que "a refundação da República é o caminho para a reconstrução nacional" e que "é preciso fazer sem roubar".

    Tags:
    presidenciável, corrida presidencial, sabatina, entrevista, Eleições 2018, Álvaro Dias
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