16:20 08 Abril 2020
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    50 crianças brasileiras foram reunidas com as família após serem levadas a abrigos por entrarem ilegalmente nos EUA. Ainda restam oito menores adolescentes que permanecem no limbo legal por não se enquadrem na ordem que determina a reintegração. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Marcelo Chalreo falou à Sputnik sobre o tema.

    Como não são crianças, os adolescentes se enquadrariam na lei de migração dos EUA, não da de tolerância zero que determinava a separação familiar. O Itamaraty concentra esforços para mediar a situação e diz que os adolescentes estão em abrigos em Nova York, Illinois, Texas e Arizona.

    Comentando a situação à Sputnik Brasil, Marcelo Chalreo reconhece não se tratar exatamente da mesma questão das crianças separadas dos pais, mas vê paralelo entre as duas ocorrências: o que chama de "tratamento odioso" dispensado pelas autoridades americanas a imigrantes.

    "Adolescentes ainda não atingiram a maioridade civil e penal, o fundo da questão é o mesmo: o tratamento odioso, discriminatório no qual os Estados Unidos — que é um país essencialmente composto de imigrantes está tratando estes adolescentes do Brasil e de outros países", avalia.

    O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ criticou o Itamaraty por não ter contratado um escritório de advocacia local, especializado em imigração para tratar deste assunto, Chalreo classificou a recusa de uma "falha terrível da diplomacia brasileira, dificultando o repatriamento". Mesmo assim, manifestou esperança que a pressão exercida por organizações internacionais surta efeito em breve, possibilitando o retorno dos adolescentes brasileiros.

    "Muitas organizações, inclusive a que eu faço parte, a Associação Americana de Juristas têm pressionado o governo Trump a agir com rapidez com a liberação destes adolescentes. A Ordem dos Advogados do Brasil tem feito sugestões permanentes à diplomacia brasileira no sentido de abreviar o retorno destes adolescentes ao nosso país", declarou.

    De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, há ainda um total de  cerca de 700 menores — os oito adolescentes brasileiros inclusos — abrigados nos EUA, filhos de imigrantes ilegais no país. Os dados, porém, são sigilosos e não revelados a outras autoridades diplomáticas. No auge da medida, os Estados Unidos chegaram a registrar 2.300 menores desabrigados.

    Tags:
    Associação Americana de Juristas, Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, Ordem dos Advogados do Brasil, Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Sputnik Brasil, Marcelo Chalreo, Brasil, Estados Unidos, Arizona, Texas, Nova York, Illinois
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