14:01 24 Junho 2018
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    Ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva

    Mesmo preso, Lula melhora aprovação e diminui rejeição, indica pesquisa Ipsos

    © AP Photo / Andre Penner
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    Preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o único nome vinculado às eleições presidenciais de outubro que melhorou a sua aprovação e viu cair a sua rejeição, de acordo com dados do Instituto Ipsos, divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo.

    Apontado pelo PT como o seu presidenciável para o pleito de outubro – embora a questão tenda a acabar na Justiça, já que o petista está enquadrado na Lei da Ficha Limpa –, Lula atingiu a sua mais alta aprovação na série histórica do Ipsos (iniciada em agosto de 2015), com 45%.

    Já a rejeição de Lula, que chegou perto dos 75% no quarto trimestre de 2016, está hoje em 52%, o que significa uma melhora na imagem do ex-presidente. Como comparativo, a rejeição ao juiz federal Sérgio Moro (não é candidato, mas foi incluído pelo Ipsos na pesquisa) chega a 50% (foi de 22%), com aprovação de 40%.

    Segundo o instituto, a ideia do levantamento não é medir a intenção de voto, mas sim colocar o nome de políticos ou personalidades vinculadas à política, solicitando que o entrevistado diga se aprova aquele nome e a forma com que vem atuando no Brasil.

    Líder nas pesquisas nos cenário sem Lula, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) tem uma rejeição de 60%, uma das menores, mas com uma aprovação de apenas 23%. A ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece com 61% de rejeição, mesmo número do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) e do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

    No topo dos mais rejeitados pelos brasileiros figuram o presidente Michel Temer (MDB), com 92%, e o ex-presidente Fernando Collor (PTB), com 81%. Tido como nome mais viável da direita, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) é rejeitado por 69%, um número um pouco pior do que os de Rodrigo Maia (do DEM, com 64%) e João Doria (PSDB, com 62%).

    Na esquerda, a rejeição de Ciro Gomes (PDT) chega a 65%, enquanto Jacques Wagner (PT, com 54%), Manuela D’Ávila (PCdoB, com 46%), e Guilherme Boulos (PSOL, com 44%), aparecem logo a seguir.

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    imagem, política, aprovação, rejeição, Eleições 2018, Ipsos, Jacques Wagner, Sérgio Moro, Fernando Haddad, Fernando Collor, João Doria, Geraldo Alckmin, Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, Michel Temer, Manuela D'Ávila, Guilherme Boulos, Ciro Gomes, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Curitiba, Brasil
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