14:30 21 Outubro 2018
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    Michel Temer

    'Não houve golpe em 1964': Temer volta a dizer que povo quer 'poder central' no Brasil

    Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil/FotosPúblicas
    Brasil
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    O presidente Michel Temer (MDB) voltou a falar nesta segunda-feira sobre o desejo do povo brasileiro pela "centralização do poder", ao se referir ao Golpe de 1964, quando o presidente João Goulart foi derrubado, dando lugar a uma ditadura militar que durou até 1985.

    Em encontro com empresários e políticos, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), em São Paulo, o emedebista avaliou que a vontade popular se sobrepôs à ideia de um movimento antidemocrático à época.

    "Em 64 novamente o povo se regozijou, porque, novamente, uma centralização absoluta do poder que, mais uma vez, durou de 64 a [19]88. É interessante quando se diz 'ah, mas não houve golpe de Estado. Houve um desejo de centralização'. A ideia do povo era de que deveria haver uma concentração do poder, como houve nesse período todo", afirmou.

    Esta não foi a primeira vez que Temer indicou não considerar que o ocorrido em 1964 foi um golpe de Estado. Em 15 de novembro do ano passado, em Itu (SP), o presidente disse considerar que o Brasil tem uma "tendência a sempre caminhar para os autoritarismos".

    "A nossa vocação centralizadora e, convenhamos, quando os movimentos centralizadores ocorrem, não por […] simplesmente um golpe de Estado, é porque o povo também quer, acaba desejando, no fundo é isso […] Nós temos uma certa, digamos, uma certa tendência para centralização", comentou.

    "A nossa Constituição, que refundou o Estado brasileiro, é categórica: ou seja: todo poder emana do povo. […] Somos autoridades constituídas. Não somos autoridades diretas. O povo nos constitui como tais e, portanto, devemos ser sempre instrumento da vontade popular, porque exercemos mandatos meramente transitórios", emendou.

    Durante o seu governo, Temer fortaleceu o papel das Forças Armadas – as instituições mais bem avaliadas hoje pela população –, com o ápice do prestígio se dando ao intervir na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, há pouco mais de um mês.

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    Tags:
    Golpe de 64, ditadura militar, democracia, política, Fecomércio-SP, Michel Temer, Brasil
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