23:56 21 Outubro 2018
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    Área coberta por água na cidade de Barcarena, no interior do Pará

    'Me desculpe': empresa norueguesa admite desastre ambiental no Pará

    © Foto : Márcio Ferreira/Agência Pará
    Brasil
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    A empresa norueguesa Hydro reconheceu nesta segunda-feira que sua fábrica de alumínio, no Pará, despejou água contaminada com resíduos de bauxita em um rio da região, o que provocou uma séria catástrofe ambiental.

    "Nós despejamos água da chuva e água não tratada no rio Pará, o que é totalmente inaceitável e rompe com o que a Hydro representa. Em nome da empresa, eu pessoalmente me desculpo com as comunidades, as autoridades e a sociedade", disse o presidente da empresa, Svein Richard Brandtzaetg, em um comunicado.

    Em meados de fevereiro, fortes chuvas fizeram transbordar um depósito de resíduos da fábrica na cidade de Barcarena e as águas contaminadas se espalharam pelo território circundante e pela bacia do rio Pará.

    O Instituto Evandro Chagas descobriu que a lama vermelha que agora predomina na região pode apresentar riscos para pescadores e outras comunidades perto da fábrica, com altos níveis de alumínio e metais tóxicos na água.

    A gestão dos resíduos minerais é um tema candente no Brasil, após o pior desastre ambiental em sua história ter sido registrado em 2015, com o rompimento de uma barragem em Mariana, em Minas Gerais.

    Um tsunami de lama tóxica matou 19 pessoas e percorreu 600 quilômetros do rio Doce em direção ao oceano Atlântico, deixando para trás uma trilha de destruição na fauna e vegetação.

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    Tags:
    desastre ambiental, meio ambiente, rio Pará, mineração, poluição, bauxita, Instituto Evandro Chagas, Hydro, Svein Richard Brandtzaetg, Pará, Barcarena
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