11:19 20 Julho 2018
Ouvir Rádio
    Polícia Federal

    Presidente da Fecomércio-RJ é preso pela PF em desdobramento da Operação Lava Jato

    Divulgação/PF
    Brasil
    URL curta
    0 20

    A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira o presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, em um desdobramento do braço fluminense da Operação Lava Jato. Agentes ainda cumprem outros três mandados de prisão.

    Diniz foi preso pela força-tarefa da Operação Calicute – um desdobramento da Lava Jato – na casa de seu pai, no Leblon, zona sul do Rio.

    De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Diniz é suspeito de usar o esquema de lavagem de dinheiro do ex-governador Sérgio Cabral (MDB). Além disso, ele teria efetuado a contratação de funcionários fantasmas com dinheiro destinado ao Sistema S (Sesc e Senac).

    Os investigadores ainda apontam que o presidente da Fecomércio-RJ usou recursos públicos para contratar advogados para defender interesses pessoais, em contratos de R$ 180 milhões. Entre os escritórios contratados estariam o da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, e o de Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, o mesmo que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato.

    Polícia Federal em Curitiba (foto de arquivo)
    Rovena Rosa/Agência Brasil/Fotos Públicas

    Apurações do MPF apontam que Diniz teria utilizado Álvaro Novis, mesmo doleiro da organização criminosa de Cabral, para movimentar quantias de origem ilícita. A investigação aponta ainda que o presidente da Fecomércio-RJ teria contratado funcionários fantasmas a pedido de Cabral, em um esquema que movimentou mais de R$ 7,5 milhões.

    Além de Diniz, preso preventivamente (sem prazo para libertação), são alvos de mandados de prisão temporária (por cinco dias, prorrogáveis) Plínio José Freitas Travassos Martins, Marcelo José Salles de Almeida e Marcelo Fernando Novaes Moreira. De acordo com o MPF, todos são funcionários da Fecomércio-RJ.

    Todos os envolvidos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, de corrupção e pertencimento a organização criminosa.

    Em dezembro, Diniz já havia sido afastado do comando do Sesc-Rio, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeitas de irregularidades.

    Mais:

    Juiz da Lava Jato ironiza ganho de auxílio-moradia e vira alvo nas redes sociais
    'Ninguém pode dizer quando a Lava Jato estará concluída', diz líder de delegados da PF
    Polícia descarta sabotagem em acidente que matou ministro do STF relator da Lava Jato
    Tags:
    lavagem de dinheiro, corrupção, operação calicute, Operação Lava Jato, Polícia Federal, MPF, Fecomércio-RJ, Senac, Sesc, Sistema S, Álvaro Novis, Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira, Adriana Ancelmo, Sérgio Cabral, Orlando Diniz, Rio de Janeiro, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik