18:55 24 Agosto 2019
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    Romero Jucá diz que o Senado vai se dedicar a aprovação de pautas que levem a retomada do crescimento do país

    'Dinheiro pro teu bolso': Jucá nega teor suspeito de mensagem recebida no seu WhatsApp

    Jefferson Rudy/Agência Senado
    Brasil
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    Presidente do MDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR) teve uma mensagem enviada ao seu celular fotografada na noite desta terça-feira, quando os senadores aprovaram o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro.

    A imagem foi feita por um fotógrafo do site de notícias Metrópoles. Nela é possível ler uma mensagem que poderia sugerir um suposto favorecimento ao senador de Roraima.

    "Reunião acontecendo agora com Paulo Linhares. Ele tá dizendo que o recurso da termoelétrica vai pro teu bolso…". Do outro lado da linha estaria um remetente de nome Marcelo Guimarães.

    Não fica claro os detalhes sobre a tal termoelétrica. Tampouco quem seria de fato o autor da mensagem para Jucá. Pelo menos dois políticos baianos usam o nome Marcelo Guimarães, mas este é também o nome do marido da prefeita de Boa Vista (RR), Teresa Surita, segundo o Portal 360.

    Já Paulo Linhares seria o ex-secretário estadual de Saúde de Roraima, que deixou o posto em janeiro por determinação da governadora Suely Campos. Ela determinou a saída de todos aqueles que pretendessem concorrer às eleições deste ano.

    Em nota, a assessoria de Jucá minimizou o episódio, afirmando que "pré-candidatos divulgaram informações caluniosas e mentirosas contra o senador Romero Jucá, onde fica evidente crime contra a honra do parlamentar".

    O emedebista ainda divulgou um áudio de uma reunião que teria acontecido também na terça-feira em Boa Vista, na qual estavam presentes servidores da Secretaria Estadual de Saúde. Na gravação, Linhares teria ameaçado os presentes e praticado "o crime de campanha eleitoral antecipada". Jucá ainda afirmou que tomaria "as medidas judiciais cabíveis".

    Jucá ficou famoso em 2016, quando acabou sendo gravado pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No áudio, o senador dizia que era preciso derrubar a então presidente Dilma Rousseff (PT) em favor do vice, Michel Temer (MDB), para “estancar a sangria”, em referência ao avanço da Operação Lava Jato. A Polícia Federal arquivou o caso por falta de provas.

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    Tags:
    política, WhatsApp, corrupção, MDB, Dilma Rousseff, Sérgio Machado, Michel Temer, Marcelo Guimarães, Teresa Surita, Suely Campos, Paulo Linhares, Romero Jucá, Boa Vista, Roraima, Brasil
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