04:05 17 Fevereiro 2020
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    O julgamento do ano: Lula enfrenta seu destino no TRF4 (36)
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    O desembargador Victor Laus acompanhou os demais desembargadores e votou pela manutenção da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, nesta quarta-feira (24).

    Antes dele, o desembargador Leandro Paulsen foi o segundo desembargador a votar pela condenação de Lula no tribunal.

    Após a leitura de mais de 1h30 do seu voto, Paulsen — revisor do caso na Corte — acompanhou a decisão do relator, desembargador João Pedro Gebran Neto, que manteve a condenação de Lula por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Gebran Neto rejeitou integralmente os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente e subiu a pena para 12 anos e um mês de prisão, posição acompanhada por Paulsen em seu voto — formando maioria em favor da condenação do ex-presidente.

    Antes do revisor, o relator seguiu lendo o seu voto, após mais de 3h, após ter iniciado a sua fala dizendo que foi obrigado a ser analítico porque o processo tem centenas de páginas. 

    Gebran negou a acusação de que a quebra de sigilo telefônico do escritório dos advogados de Lula tenha sido um ato parcial de Moro. "Não houve tentativa de monitorar ilegalmente os advogados", observou.

    Ao comentar o caso da condução coercitiva do ex-presidente Lula, o desembargador afirmou que ele foi acompanhado por seus advogados, autoridades policiais, e em nenhum momento foi negado a ele o direito de manter-se em silêncio.

    O ex-presidente é acusado de ter recebido R$ 3 milhões em propina da empresa OAS por meio do apartamento tríplex em Guarujá.

    Segundo o relator, desembargador João Pedro Gebran Neto, o valor total da propina seria de R$ 87 milhões. Cerca de 1% deste valor total foi destinado a políticos do Partido dos Trabalhadores (PT).

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