08:57 21 Julho 2018
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    Multidão olhe para o local do acidente de 18 de janeiro de 2018, quando um motorista atropelou multidão na praia de Copacabana

    Investigação sobre atropelamento indica homicídio culposo, diz delegado

    © AP Photo / Silvia Izquierdo
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    O delegado da 12ª Delegacia de Polícia Gabriel Ferrando afirmou nesta sexta-feira que a principal linha de investigação sobre o atropelamento de 17 pessoas na Praia de Copacabana, na noite desta quinta-feira é a de que o motorista Antônio de Almeida Anaquim teve um ataque epilético antes do acidente.

    "Ele narra que teria tido uma espécie de disritmia, decorrente do problema epilético. Segundo ele, essa disritmia causa nele um apagão", disse o delegado. "Esse apagão, segundo ele, teria ocasionado a perda de consciência temporária no momento em que estava conduzindo o veículo".

    Até o momento, a avaliação do delegado é de que o crime foi um homicídio culposo, em que não há intenção de matar, e que o suspeito deve responder em liberdade.

    No entanto, o delegado afirmou que nenhuma hipótese está descartada. O delegado justificou dizendo que não há como indiciar o motorista por homicídio doloso, quando há intenção de matar, nem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

    "Trabalhar com a hipótese, com os elementos que eu tenho no momento, de que ele tinha a intenção ou assumiu o risco, eu acho temeroso", completou.

    Até o momento os exames iniciais não apontaram ingestão de álcool e outras substâncias. Testemunhas estão sendo ouvidas na tentativa de esclarecer o caso, incluindo uma mulher que estava no carro no momento do atropelamento. Segundo o delegado, ela corrobora a versão de que houve um ataque epilético.

    "A testemunha narra que ele estava dirigindo, e ela foi surpreendida com a paralisia dele. Ele teria tido um apagão enrijecido", conta o delegado.

    Um bebê de oito meses morreu e 16 pessoas ficaram feridas no atropelamento. O motorista responderá pelo homicídio do bebê e lesão corporal das outras pessoas. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran), Antonio de Almeida Anaquim estava com a habilitação suspensa desde maio de 2014. As informações são da Agência Brasil.

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    Tags:
    epilepsia, Copacabana, atropelamento, Copacabana, Praia de Copacabana
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