06:40 09 Julho 2020
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    Atropelamento massivo em Copacabana (5)
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    Um atropelamento em massa na noite de quinta-feira (19) em Copacabana, no Rio de Janeiro, causou a morte de um bebê de 8 meses, além de deixar mais 16 vítimas. Testemunhas oculares e familiares de vítimas contam como foi o momento da tragédia.

    Uma das vítimas do atropelamento, Alex Farias, estava de férias no Rio de Janeiro com sua esposa Sandra Beatriz. O casal do Rio Grande do Sul tinha o voo de volta marcado marcado para as 23h20 de quinta-feira. Eles só tinham vindo à praia para comprar as últimas lembranças da cidade, quando ocorreu a tragédia. 

    "A gente veio pro Rio de férias do dia 10 ao dia 18, no caso ontem. Meu voo era pras 23h da noite. Aí a gente desceu pra comprar as últimas lembrancinhas e em 15 minutos eu chamaria um Uber pra a gente ir pro Aeroporto. E infelizmente nesse meio tempo, quando eu tava comprando a última lembrancinha, veio o carro a toda velocidade e simplesmente bateu na lateral esquerda do meu marido e jogou ele longe, onde ele deu com a cabeça nas pedras", disse Sandra Beatriz a a um grupo de jornalistas, incluindo um repórter da Sputnik Brasil.   

    O veículo invadiu o calçadão da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na altura da Rua Figueiredo de Magalhães. O motorista inicialmente alegou ter epilepsia, o que teria causado o seu desmaio no volante, versão que foi confirmada pela mulher que o acompanhava no carro. Posteriormente, Antonio Almeida de Anaquim, de 41 anos, alegou que omitiu a epilepsia ao Departamento de Transportes do Rio de Janeiro (Detran-RJ) ao tirar a carteira de motorista. Exame feito pela Polícia Civil mostrou que o motorista não tinha ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. 

    "Eu não sei como aquele homem [o motorista] conseguiu vir com aquela velocidade num lugar onde os carros não conseguiam nem sequer andar, e ele conseguiu fazer aquilo no momento que ele pegou meu esposo e saiu levando mais outras 15, 20 vítimas […] quando eu olhei pro lado, comecei a gritar socorro, parecia que tinha passado um tsunami, era um senhor deitado no chão, um carrinho de bebê virado, uma devastação", diz Sandra Beatriz, que informou que seu marido quebrou o tornozelo e teve um ferimento profundo na cabeça, mas a tomografia não indicou nenhuma gravidade. Alex Freitas já foi liberado do hospital.  

    Pela primeira vez de visita ao Rio de Janeiro, Sandra Beatriz disse que não pretende mais voltar à cidade. "Nunca mais quero botar os pés aqui", destacou.  

    "Eu abri a janela do apartamento, olhei aqui pra baixo e só chorei. Até ontem era maravilhosa a vista. A gente veio pro Rio com medo de Linha Amarela, Linha Vermelha, tiro. É perigoso? É. A gente tava lá no hospital e era baleado o tempo todo. Meu marido graças à Deus não levou um tiro, mas foi atropelado em pleno Rio de Janeiro, no calçadão de Copacabana, e o atendimento foi demorado", conclui Sandra Beatriz.

    Já o escultor de areia, Euclides Antonio Bittencourt, de 58 anos, estava próximo ao atropelamento e ajudou a socorrer as vítimas logo após a tragédia. 

    "Olhei assim e vi aquele estouro. Aí ele veio, bateu na primeira pessoa, num senhor, veio vindo e passou e pegou uma outra senhora, jogou a senhora pro lado e atropelou o carrinho de bebê e a menininha. Quando ele bateu nos carros aqui foi um estouro só, gente voando pra tudo que era lado. Tipo uma bomba, sabe? Horrível", conta o escultor de areia. 

    Euclides conta que sua primeira reação foi tentar ajudar as pessoas. Ele disse não acreditar que o motorista teria tido epilepsia."Eu acho que foi algum movimento brusco, alguma coisa que houve entre eles. Não teria outro motivo pro cara fazer isso aí", acrescentou a testemunha, que viu a mulher que acompanhava o motorista cair pra fora do carro.  

    Como o motorista Antonio Almeida de Anaquim não fugiu após o atropelamento, ele responderá por homicídio culposo em liberdade.

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    homicídio, testemunha, morte, feridos, atropelamento, tragédia, Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil
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