02:12 23 Setembro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    612
    Nos siga no

    A cidade do Rio de Janeiro espera o maior público de todos os tempos para as comemorações do Reveillon. Somente na praia de Copacabana é esperado o número recorde de 3 milhões de pessoas além de outros números grandiosos para os demais bairros em que haverá festividades.

    Apesar de todo o entusiasmo da Riotur, a empresa municipal de turismo, há especialistas que alertam para o fato de que ‘turismo não é só eventos’, como os que ocorrem neste período de passagem de ano. 

    Elzário Pereira Júnior, presidente da ABBTUR (Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo), acredita que diversos fatores devem ser levados em consideração para formular uma política que atraia turistas.

    Entre os fatores está a Segurança Pública. Para Elzário, a repercussão das notícias sobre violência na cidade pode ser razão direta do Rio de Janeiro receber mais turistas domésticos do que estrangeiros este ano.  

    "A gente percebe que esse fluxo [de turistas] é nacional e não, internacional. Essa repercussão negativa do Rio de Janeiro, devido à violência, é muito mais gritante fora do Brasil do que aqui dentro do país.”

    O especialista aponta que este ano, 9 em cada 10 quartos de hotel reservados para o Reveillon na cidade são para turistas nacionais. Além disso, os brasileiros também são 80% do total de visitantes que a cidade receberá nessa época do ano.

    Praia de Copacabana em tradicional dia de sol no  verão do Rio de Janeiro
    Fernando Frazão/Agência Brasil
    Praia de Copacabana em tradicional dia de sol no verão do Rio de Janeiro

    Elzário Pereira recomenda que, paralelo às preocupações com a realização de shows, também sejam promovidas ações complementares, como ações de sustentabilidade, coleta seletiva de lixo nas praias, além de disponibilização de mapas e informações sobre a cidade.

    "Esses turistas precisam ser atendidos também de outra forma e não ficar limitados aos shows que serão realizados nas praias. Esses turistas precisam se sentir acolhidos e, para isso, precisam dispor de uma boa rede de informações.”

    Segundo o turismólogo, a assistência turística deve ir além dos shows e eventos pontuais. A cidade deve investir em infraestrutura para atendimento, garantindo assim que os milhões de turistas não se frustrem com o encontrado e retornem nos anos seguintes.

    Mais:

    Crônicas da exclusão: favelas vão voltar aos mapas de turismo no Rio
    Tags:
    Ano Novo, turismo, Riotur, Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais de Turismo (ABBTUR), Elzário Pereira, Rio de Janeiro
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar