12:51 23 Julho 2018
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    Usina Hidrelétrica de Itaipu

    Como a maior usina brasileira se tornou parceira da ONU no combate a mudanças climáticas

    Alexandre Marchetti/ Itaipu Binacional
    Brasil
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    Única empresa latino-americana a se tornar parceira da ONU na UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas Para Mudanças do Clima), a Itaipu Binacional aderiu à meta estabelecida pelo Acordo de Clima de Paris para que a elevação da temperatura da Terra nos próximos anos se mantenha abaixo dos 2 graus centígrados.

    Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o superintendente de gestão ambiental da Itaipu Binacional, o biólogo Ariel Scheffer explicou como se firmou a parceria ambiental ONU — Itaipu. A relação começou com o programa "Cultivando a Lagoa", se prolongando para ações de conservação ambiental nos dois países gestores da usina, Brasil e Paraguai.

    “Essa parceria se consolidou na COP23 com a participação efetiva da Itaipu junto à ONU, elevando o conceito de participação de dois países fronteiriços na gestão ambiental de recursos hídricos e desenvolvimento sustentável", explica o gestor.

    Scheffer também explicou que a empresa vem cooperando com a ONU para diminuir os efeitos das mudanças climáticas, seja através da preparação da comunidade e do setor elétrico para as questões de maior resiliência em relação ao aumento da temperatura global, seja na utilização responsável de água para geração de energia.

    “Atuamos com afinco em diversas regiões do Brasil e do Paraguai. Enfim, é uma questão de manutenção de ecossistemas para que se tenha equilíbrio ambiental. Nós trabalhamos de forma muito forte com a gestão participativa na preservação das bacias hidrográficas para produção de energia limpa. Procuramos fazer com que as comunidades trabalhem junto conosco de modo que possamos prestar os melhores serviços à sociedade", conta o biólogo.

    Próximos passos

    Usina Hidrelétrica de Itaipu
    Alexandre Marchetti/ Itaipu Binacional
    A ideia agora é permanecer com os investimentos em novas tecnologias como energia solar e na utilização racional e responsável do biometano, gás resultante do material expelido pelos animais criados na região da Itaipu Binacional.

    "Esse material, esses dejetos, se não forem cuidadosamente retirados, poderão chegar às águas da Itaipu, poluindo estas águas e causando sérios danos ambientais. Assim produzimos biogás de forma limpa ao mesmo tempo em que contribuímos para a economia ambiental", finaliza o superintendente.  

    Tags:
    usina hidrelétrica, proteção ambiental, aquecimento global, mudança climática, Biometano, Cultivando a Lagoa, Itaipu, Conferência das Partes 23 (COP23), UNFCCC, Convenção-Quadro das Nações Unidas Para Mudanças do Clima, Itaipu Binacional, ONU, Sputnik Brasil, Ariel Scheffer, Paraguai, Brasil
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