07:08 13 Dezembro 2017
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    Sai Daiello, entra Segóvia: governo Temer troca diretor-geral da Polícia Federal

    Divulgação/PF
    Brasil
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    O presidente Michel Temer (PMDB) confirmou nesta quarta-feira a troca do comando da Polícia Federal (PF). O delegado Fernando Segóvia assume o cargo de diretor-geral da instituição, substituindo Leandro Daiello, que estava no posto desde 2011.

    Especulada há algumas semanas, a troca foi confirmada pelo Ministério da Justiça.

    "O Ministério da Justiça comunica que o senhor Presidente da República escolheu nomear o Delegado Fernando Segóvia como novo diretor-geral do Departamento de Polícia Federal", diz o comunicado divulgado pela assessoria de imprensa da pasta.

    Ainda segundo a nota, o ministro Torquato Jardim expressou a Daiello o seu "agradecimento pessoal e institucional pela competente e admirável administração da Polícia Federal nos últimos seis anos e dez meses".

    Advogado formado pela Universidade de Brasília (UnB), Segóvia integra a PF há 22 anos, tendo sido superintendente regional da corporação no Maranhão e adido policial na República da África do Sul.

    Além disso, o Ministério da Justiça informou ainda que o novo diretor-geral da PF construiu a sua carreira "tendo exercido parcela importante de sua carreira em diferentes funções de inteligência nas fronteiras do Brasil".

    "Politicagem"

    De acordo com informações do jornal O Globo, a indicação agradou a políticos. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o subchefe de assuntos jurídicos da pasta e um dos principais conselheiros de Temer, Gustavo Rocha, fizeram campanha a favor de Segóvia, disse a publicação.

    O diretor-executivo da PF, Rogério Galloro, era o nome preferido de Daiello, mas acabou enfrentando resistência da classe política pró-Segóvia – que contou até mesmo com o apoio do ex-presidente José Sarney (PMDB), segundo informações do G1.

    A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) também considera a indicação um movimento político. A entidade soltou nota na última terça-feira, questionando o processo de escolha do novo diretor-geral.

    "Em relação à polêmica envolvendo a eventual substituição do atual Diretor Geral da Polícia Federal e a existência de uma suposta Lista Tríplice que estaria sendo considerada pela Presidência da República, os Delegados da Polícia Federal, representados pela ADPF, tornam público que não reconhecem a legitimidade desta suposta Lista Tríplice uma vez que a Lista Tríplice oficial, votada e aprovada por mais de 1.300 Delegados, consta com os nomes de Erika Marena, Rodrigo Teixeira e Marcelo Freitas, todos Delegados de Polícia Federal de Classe Especial que receberam os votos de confiança de seus pares para dirigir a Instituição Polícia Federal. A Lista Tríplice oficial já foi encaminhada à Presidência da República em meados de 2016".

    Daiello é o segundo diretor-geral que mais tempo permaneceu no cargo de diretor-geral da PF (seis anos e dez meses, entre 2011 e 2017), ficando atrás apenas de Moacyr Coelho (11 anos, entre 1974 e 1985).

    Foi durante o período de Daiello que se desenrolou a Operação Lava Jato.

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    Tags:
    segurança, troca de comando, política, investigação, corrupção, Operação Lava Jato, Polícia Federal, ADPF, Marcelo Freitas, Rodrigo Teixeira, Erika Marena, Torquato Jardim, Gustavo Rocha, José Sarney, Rogério Galloro, Eliseu Padilha, Michel Temer, Leandro Daiello, Fernando Segóvia, Brasil
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